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Entrevista

Programa Dia a Dia exibido pela Sidys TV canal 4 recebeu o psicólogo André Victor para discorrer sobre o tema: Por que as pessoas relutam em procurar ajuda de um psicólogo, mesmo quando precisam?

Segue o resumo da excelente entrevista, vale a pena conferir.

Quem é o Psicólogo André Victor?

Graduado pela Universidade Potiguar, André Victor Ribeiro, psicólogo, 24 anos, exerce a profissão no município de Currais Novos/RN, tendo experiência em serviços de saúde mental, em específico, sofrimento mental grave. André é pós-graduando em psicologia clínica e utiliza da psicanálise para nortear seus atendimentos clínicos, bem como, orientar sua prática nas instituições públicas. Também atua no SUAS, sendo psicólogo do CREAS e Programa Família Acolhedora.

  1. Quais os principais desafios do exercício profissional de um psicólogo?

Sobre os desafios da prática profissional, posso dizer que há uma ampla gama de percursos a serem trilhados e superados, porém, o que podemos dar destaque no momento ainda é a dificuldade do reconhecimento da profissão, tendo em vista que a mesma (psicologia) ainda é desconsiderada não só no município, mas abrange um eixo nacional, que muitas vezes impede o acesso de novas pessoas ao recurso, assim como limita a atuação profissional em decorrência da escassez de clientes. A saúde mental é posta como insignificante se comparada a outros adoecimentos tácitos, ou seja, que se podem ver, o inacessível ou oculto fica deixado de lado, embora ele ainda esteja ali, e influência em seu modo de ser e agir, inconscientemente.

  1. É cultural algumas pessoas acharem que psicólogo é coisa de louco?

Cultura é toda e qualquer produção humana vigente no meio, somos constituídos pela interação comunitária, e evoluímos em decorrência da mesma. A loucura sempre foi má compreendida por trazer o avesso do que recorrentemente entendemos e aplicamos ao longo de nossa vida. Se existe identificação existe amor, se existe ódio existe rivalidade, os grupos são formados pela identidade em comum, e aquele que não se encaixa é excluído, deixado de lado. Os manicômios surgem com este intuito, abrigando os “loucos” que não são semelhantes aos demais, eis o pareamento com os profissionais de saúde mental, se sou distante do que é considerado normal em termos de sanidade, devo ser enclausurado, ou procurar um psicólogo ou psiquiatra que comprove minha loucura. Assim, podemos confirmar, é cultural pessoas acharem que psicólogo é coisa de doido. (risos)

  1. Durante a pandemia tivemos um aumento dos conflitos psicológicos?

Com certeza! Em decorrência da situação atípica que estamos vivendo, é notável o ingresso acentuado nos transtornos mentais, como por exemplo o sofrimento em decorrência do luto, um luto que está distante do que costumeiramente experimentamos, tornando-se traumático em nossa vida por associar-se a como o familiar morreu, sendo de forma degradante. Ainda existe a possibilidade deste luto não ser elaborado, caso a pessoa experimente diversas perdas uma atrás da outra, vindo a sofrer mais intensamente em momentos posteriores. Também há o acréscimo da fobia, ansiedade, e obsessões que tentam refrear qualquer tipo de comportamento que viria supostamente colocar o indivíduo em risco, trazendo prevenções intensas e irreais, como também preocupações que vão para além do necessário.

  1. Dá para identificar quando estamos precisando da ajuda de um profissional da psicologia?

Sim, é possível! Em momentos de nossa vida experimentamos o sofrimento, não há como excluí-lo de nossa existência, porém, a partir do momento que ele surge de forma agressiva, nos limitando em diferentes dimensões de nossa vida, como o trabalho, relações interpessoais, autoestima e etc.  Já será a hora de pensar em procurar apoio psicológico, pois será com isso que paciente e terapeuta firmaram apoio conjunto, lidando do melhor modo com o conflito e alcançando a superação do mesmo.

Agradecemos e parabenizamos Dr. André Victor pela brilhante exposição.

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