Imagem ilustrativa/feita por IA
O Rio Grande do Norte sozinho corresponde por cerca de 24,6 GW de geração eólica e solar, sendo um dos principais produtores do país. No entanto o estado tem perdido grandes investimentos no setor. Cada projeto cancelado representa menos empregos na construção civil, menos demanda para fornecedores locais, menos arrecadação e menos circulação de renda no interior.
Enquanto o mundo acelera o estado recua, e o pior boa parte do que já produz, simplesmente não chega a ser distribuída. Em 2025, segundo a Absolar, o Brasil registrou 2.279 MW médios de cortes de geração por razões energéticas, sem ressarcimento aos empreendedores. As usinas produzem, mas não conseguem entregar energia ao sistema. O investidor perde receita, o fluxo de caixa se desorganiza e muitos projetos simplesmente seguem no papel, ou são cancelados.
Em apenas um ano, foram devolvidos 67 autorizações para grandes projetos solares e eólicos, ao todo o que deveria ser 13 bilhões em investimento direto no estado, gerando empregos e potencializando o estado em economia para o país.
O setor atravessa um momento crítico com juros altos e muito desperdício. A Aneel estima em R$ 26,5 bilhões os investimentos previstos no sistema de transmissão que deverá ligar Angicos ao Sudeste do país. Mas esse corredor só deve ir a leilão em 2027, com operação efetiva prevista para o fim da década.
No geral vimos nossa paisagem mudar ao longo de poucos anos, mas tanta energia está de foto indo pelo ralo, e não gera valores menores em nossa conta no fim do mês.







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