O Estado do Rio Grande do Norte vem ao longo dos anos passando por cenários de refração econômica, sendo em 2025 o segundo estado mais endividado do país, gastando 56% de tudo o que arrecadou com folha servidores, sendo que a lei de responsabilidade fiscal determina até 49%. Durante o último ano o estado registrou 3 bilhões em dívidas.
Na outra ponta, o estado registrou recorde de crescimento de seu PIB, impulsionado pelos setores de energia, mineração e serviços, mas por que a conta não fecha e o RN simplesmente não tem dinheiro para investimentos necessários para aquecer a economia e crescer de fato? A conta do Rio Grande do Norte não fecha porque o PIB mede a riqueza gerada pela iniciativa privada e pela sociedade, enquanto o caixa do governo depende do equilíbrio direto entre receitas de impostos e despesas obrigatórias.
Mesmo com a economia potiguar registrando recordes e liderando o crescimento no Nordeste segundo os dados do IBGE divulgados pelo Governo do RN, as finanças do Estado enfrentam uma grave crise fiscal estrutural.
Embora a arrecadação nominal tenha subido — impulsionada pela elevação da alíquota do ICMS —, o dinheiro arrecadado frequentemente fica abaixo do que foi planejado no orçamento. Isso obriga o governo a adotar medidas severas de contingenciamento de gastos para evitar um colapso completo no pagamento de fornecedores.
No atual cenário o estado levará tempo para se recompor e precisará de um governo organizado e pronto para realizar os ajustes na máquina governamental de um estado capaz de produzir, mas incapaz de organizar suas finanças da forma que deve.







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