Cerca de 500 detentos do Complexo Penal Agrícola Mário Negócio, em Mossoró, apresentaram sintomas de infecção intestinal, como diarreia, vômitos e febre, nos últimos dias. O caso mobilizou equipes da Secretaria Municipal de Saúde e da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), que investigam as causas do surto.
Uma das principais hipóteses analisadas pelas autoridades é a possibilidade de contaminação relacionada às refeições servidas aos internos. De acordo com informações divulgadas pelo perfil Mossoró Hoje, presos relataram problemas na qualidade dos alimentos, incluindo odor desagradável e até a presença de larvas em quentinhas.
Para prestar assistência aos internos, foram mobilizados 12 profissionais de saúde, entre eles quatro médicos. Os detentos que apresentaram sintomas estão recebendo atendimento dentro da própria unidade prisional, com administração de medicamentos, antibióticos e hidratação.
A Secretaria de Administração Penitenciária informou que amostras das refeições fornecidas pela empresa Líder Refeições foram recolhidas para exames laboratoriais. O objetivo é identificar a possível presença de bactérias, vírus ou outros agentes capazes de provocar os sintomas registrados.
Segundo as autoridades, uma das principais preocupações é impedir que o quadro evolua para um número elevado de internações. A avaliação é de que uma transferência em larga escala de detentos para hospitais poderia gerar dificuldades tanto para a rede de saúde quanto para o esquema de segurança e escolta dos presos.
O caso segue sendo acompanhado pela Secretaria Municipal de Saúde e pela Seap, enquanto as investigações buscam identificar a origem do problema.





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