A enfermeira Lívia Moura, de 27 anos, vem ganhando destaque nas redes sociais ao compartilhar conteúdos educativos sobre saúde, emagrecimento e o uso responsável do medicamento Mounjaro. O crescimento expressivo de seu perfil aconteceu de forma natural, impulsionado pela combinação entre experiência pessoal, conhecimento técnico e uma comunicação acessível e humanizada.
Formada em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Lívia é especialista em Gestão em Saúde Pública e Enfermagem do Trabalho. Casada e mãe, ela construiu sua trajetória profissional pautada na ética, no cuidado humanizado e na busca constante por aperfeiçoamento.
“Minha trajetória foi cheia de desafios, mas todos foram superados com Deus sempre à frente”, afirma.
Atuando na área da saúde desde 2021, a profissional acumulou experiência tanto na assistência quanto na gestão, desenvolvendo uma visão ampla dos serviços de saúde e fortalecendo sua capacidade técnica e de tomada de decisões.
Embora sempre tenha utilizado as redes sociais para compartilhar aspectos de sua vida pessoal, foi há aproximadamente seis meses que Lívia decidiu transformar seu perfil em uma ferramenta de educação em saúde.
A mudança aconteceu quando ela começou a compartilhar sua própria experiência no processo de emagrecimento, utilizando o medicamento Mounjaro sob acompanhamento profissional.
“Percebi que muitas pessoas tinham dúvidas, inseguranças e até falta de informação sobre essa medicação. Foi então que senti a necessidade de transformar esse espaço em algo mais educativo, onde eu pudesse orientar, esclarecer e compartilhar conhecimento”, explica.
Desde então, seu perfil passou a abordar temas relacionados ao uso correto da medicação, seus benefícios, riscos, formas de aplicação e a importância do acompanhamento médico e multiprofissional.
Segundo Lívia, o crescimento da audiência ocorreu quando ela passou a produzir conteúdos mais práticos e educativos, explicando dúvidas frequentes dos pacientes de forma simples e acessível.
“Acredito que as pessoas se identificaram com uma comunicação mais real, acessível e, ao mesmo tempo, baseada em conhecimento técnico”, destaca.
Ela admite que não imaginava alcançar tamanha repercussão em tão pouco tempo, mas entende que a procura por informações seguras contribuiu diretamente para o crescimento do perfil.
“Apesar de não ter sido algo planejado, vejo essa repercussão com muita responsabilidade.”
O conteúdo de maior alcance produzido por Lívia foi um vídeo explicando o fracionamento correto do Mounjaro utilizando seringa de insulina, tema que gera dúvidas frequentes entre os usuários da medicação.
A enfermeira percebeu que muitas pessoas confundiam mililitros e unidades da seringa, aumentando o risco de erros durante a aplicação.
“Recebia diariamente diversas dúvidas de pessoas que não entendiam essa diferença e tinham insegurança na hora de utilizar o medicamento.”
O vídeo, que ensina de forma prática como realizar o cálculo correto conforme a concentração da medicação, ultrapassou a marca de 1,3 milhão de visualizações. Outros conteúdos semelhantes também alcançaram números expressivos, chegando a mais de 700 mil visualizações.
“Mais importante do que os números é saber que estou contribuindo para que as pessoas utilizem a medicação de forma mais segura.”
Durante seu trabalho nas redes sociais, Lívia identificou diversos erros recorrentes relacionados ao uso inadequado do Mounjaro, entre eles:
- Uso de doses incorretas;
- Confusão com as unidades da seringa;
- Aplicação inadequada;
- Falta de progressão correta das doses;
- Alimentação inadequada e ausência de atividade física;
- Uso sem prescrição médica;
- Armazenamento incorreto da medicação.
A enfermeira alerta que a automedicação pode provocar efeitos colaterais importantes, como náuseas intensas, vômitos, diarreia e até episódios de hipoglicemia.
Ela também reforça que o medicamento não é indicado para qualquer pessoa.
“O Mounjaro deve ser utilizado somente após avaliação médica. Existem contraindicações importantes, como gestantes, pessoas com histórico de câncer medular de tireoide e pacientes com neoplasia endócrina múltipla tipo 2.”
Para Lívia, o acompanhamento profissional é indispensável para garantir segurança e eficácia no tratamento, permitindo ajustes de dose, monitoramento de efeitos colaterais e preservação da massa muscular.
Ela também chama atenção para alguns dos principais mitos disseminados nas redes sociais:
- “É só aplicar e emagrecer”;
- “Quanto maior a dose, melhor o resultado”;
- “Pode usar sem acompanhamento”;
- “Não existem efeitos colaterais”.
Segundo a enfermeira, essas falsas informações criam uma sensação perigosa de segurança e incentivam práticas inadequadas.
Mesmo conciliando mais de um vínculo profissional na enfermagem, Lívia faz questão de responder dúvidas enviadas por seguidores e manter uma relação próxima com seu público.
“Não é apenas sobre conteúdo. É sobre conexão, cuidado e responsabilidade com quem confia no meu trabalho.”
Para ela, as redes sociais possuem enorme potencial para promover educação em saúde, desde que utilizadas com ética, responsabilidade e compromisso científico.
“Quando usadas de forma responsável, elas se tornam um espaço de aprendizado, conscientização e transformação positiva na vida das pessoas.”







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