A condução política do partido Solidariedade no Rio Grande do Norte entrou em uma fase de severa turbulência institucional. Marcada por um evidente vácuo de liderança e ruídos de comunicação entre as esferas local e nacional, a legenda tenta se reorganizar após o então presidente estadual da sigla, Janiel Hercílio, emitir uma nota pública decretando o fim das atividades locais — uma decisão que acabou sumariamente anulada pela Executiva Nacional com a imposição de um novo comando.
O estopim da crise ocorreu quando o diretório estadual, sob a gestão de Janiel Hercílio, divulgou um comunicado oficial transferindo todas as decisões político-eleitorais do estado para a direção nacional, o que sacramentava a desarticulação prática da legenda no RN. O movimento ocorreu em meio ao forte desgaste provocado pela saída recente do ex-deputado Kelps Lima — fundador histórico da sigla que migrou para o União Brasil e acabou desistindo de sua candidatura federal após alegar boicote de aliados.
Reagindo de forma imediata para estancar a debandada e preservar o tempo de TV e o fundo partidário, a Executiva Nacional do Solidariedade desautorizou o anúncio de fechamento e destituiu a gestão de Janiel. Para assumir o controle emergencial da comissão provisória, a cúpula federal nomeou a prefeita de Parnamirim, Professora Nilda Cruz, como a nova presidente estadual. A missão da nova mandatária será reerguer as bases municipais e tentar manter a federação alinhada aos projetos majoritários do estado, evidenciando que a busca por unidade interna ainda é o maior desafio do partido.








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