Riqueza Mineral: Entenda o mapa do potencial de urânio que abrange Parelhas e outras cidades do Seridó
Os debates nacionais sobre a expansão do setor de energia nuclear e o mapeamento de minerais estratégicos voltaram a colocar o interior do Rio Grande do Norte sob os holofotes. A incidência natural de elementos radioativos, associada à rica província pegmatítica regional, coloca municípios como Currais Novos, Parelhas, Equador e Santana do Seridó no mapa dos estudos geológicos do país. Contudo, as autoridades reforçam que a existência do mineral no subsolo não significa a presença de uma mina ativa.
De acordo com o banco de dados oficial da Agência Nacional de Mineração (ANM), o Rio Grande do Norte possui zero quilos de urânio extraídos comercialmente. Toda a produção nacional do minério está concentrada nas operações das Indústrias Nucleares do Brasil (INB) em Caetité, na Bahia, e nos futuros projetos industriais planejados para o Ceará.
O Contexto Geológico em Parelhas e no Seridó
A explicação para o urânio figurar nos estudos dessas cidades está na própria formação do solo do Seridó. Em municípios como Parelhas e Equador, o subsolo é amplamente conhecido pela abundância de pegmatitos, rochas de onde são extraídos minerais valiosos para a indústria global, como o caulim, o feldspato, o quartzo e a tantalita.
Durante os processos de mineração dessas matérias-primas convencionais, os geólogos frequentemente identificam anomalias radiométricas, que apontam a presença associada de elementos como o tório e o urânio em pequenas proporções. Estudos históricos da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) já registraram essas ocorrências em diversas propriedades rurais ao longo do eixo que interliga Parelhas, Santana do Seridó e Currais Novos.
O Gargalo Econômico e os Riscos de Boatos
Especialistas e representantes do Sindicato das Indústrias de Mineração do RN (Sindminerais-RN) apontam que, embora o potencial geológico exista, o estado sofre com um grande apagão de pesquisas detalhadas. Para que uma ocorrência mineral se transforme em uma mina real, são necessários anos de sondagens profundas e investimentos milionários para provar se a quantidade de minério justifica economicamente a abertura de uma usina.
Sem esses dados, o urânio no Seridó permanece exclusivamente no campo da pesquisa acadêmica. As autoridades ambientais também monitoram o tema de perto para evitar a propagação de boatos que gerem pânico desnecessário na população local quanto à segurança radiológica das atividades de mineração tradicionais da região.








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