Editorial
Por JB Moura
Falta apenas uma semana para a eleição. Uma decisão de poucos segundos que poderá determinar os próximos quatro, oito, doze anos ou até gerações inteiras.
É hora de deixar as paixões de lado e encarar a realidade. Separar a verdade da mentira, as propostas das fantasias, as promessas possíveis das falácias de palanque.
Porque, passada a eleição, os discursos acabam, mas a vida continua. O supermercado cobra, as contas vencem, os empregos precisam surgir e a economia não sobrevive de narrativas.
Toda promessa tem um custo. E alguém terá que pagar por ela. Quase sempre, nós.
Não podemos confundir discursos bonitos com caminhos seguros, nem acreditar em um mar de rosas que só existe na propaganda eleitoral.
E há algo ainda mais grave: a ideia de que, para vencer, vale tudo. Mentir, manipular, dividir e destruir. Como se ganhar uma eleição fosse mais importante do que preservar o futuro de um povo.
Eu e você não estaremos nos palanques quando as luzes se apagarem. Estaremos na vida real, pagando as contas e enfrentando as consequências.
Por isso, pense antes de votar. Não apenas em quem promete, mas em quem terá condições de cumprir. Não apenas no que você deseja ouvir, mas no que terá de enfrentar depois.
A eleição termina em uma noite. As consequências podem durar uma vida inteira.







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