Campanha do PL aceita abertura de dados fiscais e bancários desde que medida inclua filhos, atual esposa e o círculo de ex-assessores de Lula.
A disputa em torno da transparência patrimonial e das contas bancárias ganhou um novo capítulo jurídico na reta final do segundo turno das eleições presidenciais [civics]. Após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) condicionar sua ida ao último debate à quebra de sigilo do senador Flávio Bolsonaro (PL), a coordenação jurídica da campanha do PL respondeu formalmente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O parlamentar afirmou que aceita a quebra de seus sigilos fiscal, bancário e telefônico, desde que haja reciprocidade ampliada para todo o círculo familiar e pessoas próximas do candidato petista.
A manifestação da campanha de Flávio Bolsonaro ocorre após os advogados de Lula protocolarem uma petição disponibilizando os dados do ex-presidente, de sua esposa e de seus filhos. Em contrapartida, a defesa do PL contra-atacou exigindo que a quebra de sigilo não fique restrita apenas ao candidato à reeleição, mas que englobe uma lista detalhada de familiares e aliados históricos do PT, sob a justificativa de apurar a existência de supostos intermediários financeiros (“laranjas”).
A lista de pessoas que a campanha do PL exige a inclusão imediata para a abertura de sigilos cruzados no TSE inclui:
- Fábio Luis Lula da Silva (“Lulinha”): Filho do presidente Lula, alvo de menções em investigações anteriores da Polícia Federal sobre movimentações de empresas de tecnologia e consultoria.
- Rosângela da Silva (“Janja”): Atual primeira-dama, cuja movimentação financeira também foi contestada pelo comitê adversário na proposta de devassa fiscal.
- Sandro Luis Lula da Silva, Marcos Cláudio Lula da Silva e Luis Claudio Lula da Silva: Demais filhos e enteados do candidato petista que constam na petição de extensão protocolada pela oposição.
- Ex-assessores e coordenadores financeiros: Nomes vinculados à tesouraria das campanhas anteriores e do comitê atual, sob suspeita de gerenciar recursos paralelos.
Do outro lado, a defesa da coligação governista alega que os dados da família de Lula já foram voluntariamente colocados à disposição da Justiça Eleitoral e contesta o que classifica como “manobra de distração” da campanha do PL. Com o debate da TV Globo agendado para a próxima sexta-feira (23), o impasse jurídico sobre a abertura mútua dos dados dita o ritmo dos bastidores políticos a cinco dias do pleito.








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