Até onde uma pessoa é capaz de ir para não precisar trabalhar?
Em tempos de debates sobre bolsa família e seus impactos nas frentes de trabalho, este caso vale a pena ser relembrado.
Uma mulher de 29 anos foi presa em Itabaiana, Sergipe, sob suspeita de provocar ou agravar a perda de visão dos próprios filhos para obter o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas). O caso gerou forte repercussão e revolta nas redes sociais.
A suspeita da Polícia Civil de Sergipe, de que a mãe vinha maltratando os filhos, foi levantada quando uma das crianças, de 2 anos, foi atendida no Hospital Regional de Itabaiana com quadro de perda de visão. No entanto, o prontuário médico não aponta a causa, apenas indica possibilidades escritas com interrogações.
A menina foi transferida ao Hospital de Urgência, em Aracaju, e depois ficou internada no Hospital Universitário do estado, que comunicou o caso ao Conselho Tutelar.
No entanto, após a conclusão do inquérito, a Justiça concedeu liberdade à mulher, ao entender que não havia indícios suficientes de que ela teria causado a condição das crianças.
As investigações começaram depois que a filha mais nova deu entrada em um hospital com perda de visão. Entre os pontos analisados pela polícia estavam o pedido do benefício ao INSS logo após os diagnósticos e questionamentos sobre os medicamentos utilizados.
Durante o andamento do caso, as crianças permaneceram sob cuidados de familiares e medidas de proteção. O caso segue cercado de debate e levanta discussões sobre proteção infantil, responsabilidade familiar e a importância de investigações cuidadosas antes de conclusões definitivas.
As crianças demonstram grande impacto psicológico, não permitem aproximação principalmente para tratar dos olhos de mulher, reagindo com violência ao ouvir voz feminina próxima. A primeira criança teria ficado cega aos 5 anos, filhos de pais diferentes o que diminui a chance coincidência genética.








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