O avanço de anomalias climáticas ligadas ao El Niño tem colocado as autoridades de saúde em alerta máximo para o aumento de criadouros do mosquito Aedes aegypti. Diante desse cenário, médicos e nutricionistas reforçam que, além de eliminar a água parada, fortalecer o sistema imunológico por meio da alimentação correta e saber quais ingredientes evitar em caso de suspeita são as melhores armas para enfrentar a dengue e a chikungunya.
Embora nenhuma dieta impeça a infecção pelo vírus, um corpo bem nutrido responde de forma muito mais rápida e eficaz aos sintomas severos, como dores articulares profundas e fadiga extrema. Para blindar as defesas, os especialistas recomendam priorizar alimentos ricos em Vitamina C (como a acerola, o caju e a laranja) e vegetais de folhas verdes escuras (brócolis e espinafre), que são excelentes fontes de ferro e ácido fólico, auxiliando diretamente na produção de glóbulos vermelhos e plaquetas.
Outro aliado indispensável é a hidratação mineral intensa. A ingestão constante de água de coco e sucos naturais ajuda a manter o equilíbrio eletrolítico do organismo, evitando o agravamento do quadro por desidratação — que é o maior perigo infeccioso da dengue. O uso de temperos naturais com propriedades anti-inflamatórias, como o açafrão (cúrcuma), também contribui para amenizar as dores no corpo causadas pela chikungunya.
Atenção ao perigo: O que riscar do cardápio sob suspeita
Caso o paciente apresente febre alta, manchas vermelhas ou dores no corpo, a recomendação muda drasticamente. É preciso evitar rigorosamente alimentos ricos em salicilatos e aqueles com ação antitrombótica natural. Essas substâncias agem de forma semelhante à aspirina, afinando o sangue e retardando a coagulação, o que pode agravar quadros hemorrágicos em caso de dengue.
De acordo com diretrizes de nutrição clínica, devem ser suspensos temporariamente:
- Frutas e legumes específicos: Maçã, morango, uva, ameixa, tangerina, limão, melão, tomate e pepino.
- Temperos e tubérculos de ação potente: Alho, cebola, gengibre e pimenta.
- Bebidas prejudiciais: Água tônica (que contém quinino, substância que pode reduzir plaquetas), café, chás pretos e refrigerantes (que aceleram a desidratação).
- Alimentos pesados: Ultraprocessados e frituras, que sobrecarregam o fígado e dificultam a digestão.
Ao menor sinal de sintomas, a automedicação nunca deve ser feita e a busca por orientação em uma unidade de saúde é obrigatória.






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