Cléber Ribas, dono de empresa de tecnologia, assinou acordo de não persecução penal para evitar prisão e nega repasses financeiros ao filho de Lula.

Foto: O Estadão / Redes sociais dos envolvidos

Uma investigação da Polícia Federal colocou sob os refletores os negócios do empresário Cléber Ribas de Oliveira, proprietário da empresa de informática 3Structure. A companhia do empresário acumulou R$ 58 milhões em contratos com o governo federal desde o início da atual gestão da União. O caso ganhou forte repercussão após a revelação de que Ribas mantinha uma linha direta com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, além de lobistas que atuavam para destravar acordos em ministérios.

As suspeitas fazem parte de um dos três inquéritos da PF que apuram um suposto esquema de tráfico de influência. Mensagens obtidas pelos investigadores apontam que Ribas teria contratado a lobista Roberta Luchsinger — apontada como suposta sócia oculta de Lulinha — para intermediar facilidades na Dataprev e no Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS).

Acordo com o MP para evitar prisão

Paralelamente às suspeitas de tráfico de influência, Cléber Ribas assinou um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com o Ministério Público. O acordo foi firmado após o empresário se envolver em um caso de repasse de R$ 218 mil a um ex-presidente do Centro de Processamento de Dados de Mato Grosso (Cepromat).

Para não ser preso, Ribas se comprometeu a:

  • Devolver valores a uma entidade social;
  • Informar qualquer mudança de endereço à Justiça;
  • Abster-se de frequentar bares e casas de prostituição.

Mesmo sob o cumprimento dessas medidas cautelares judiciais, o empresário visitou o Palácio do Planalto em maio de 2024, período em que fechou dois contratos expressivos com o MDS, pasta comandada pelo ministro Wellington Dias.

O que dizem os citados

Em declarações dadas à revista Veja, Cléber Ribas classificou o episódio como um “mal-entendido” e assegurou que todos os seus contratos foram obtidos dentro da estrita legalidade. Ele afirmou que sua relação com Fábio Luís é estritamente pessoal e baseada em uma forte amizade que se estreitou após o empresário enfrentar um tratamento de câncer, rechaçando qualquer vínculo ou favorecimento financeiro.

A defesa de Lulinha tem sustentado de forma recorrente que ele está totalmente à disposição das autoridades, colabora ativamente com as investigações e não cometeu qualquer tipo de ilícito. O presidente Lula já declarou publicamente que não fará qualquer tipo de interferência nas apurações conduzidas pela Polícia Federal sobre seu filho.

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João Batista de Moura

Com formação em Pedagogia, Teologia e Psicanálise, além de MBA em Marketing e Gestão de Pessoas, JB Moura construiu uma trajetória consistente e multidisciplinar voltada à comunicação, ao desenvolvimento humano e à liderança.

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