O CBMPB (Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba) alerta em suas redes sociais para o perigo do Caracol Africano, encontrado em muitos quintais de todo o Brasil, considerado uma praga, pois não possui predadores naturais, esta espécie invasora, é hospedeiro de vermes que transmitem duas doenças principais: a meningite eosinofílica e a angiostrongilíase abdominal. Elas não são transmitidas pelo toque na concha, mas sim pela ingestão acidental de alimentos contaminados com a gosma do molusco.
As principais características dessas doenças incluem:
- Meningite Eosinofílica: Causada pelo verme Angiostrongylus cantonensis, afeta o sistema nervoso central. Os sintomas incluem dor de cabeça intensa, febre, rigidez no pescoço e vômitos.
- Angiostrongilíase Abdominal: Causada pelo verme Angiostrongylus costaricensis, ataca o trato gastrointestinal. Provoca dor abdominal severa, febre, náuseas e pode simular os sintomas de uma apendicite.
Como se proteger:
Descarte correto: Nunca consuma o animal e evite jogá-lo vivo no lixo comum, rios ou terrenos baldios. O correto é coletá-los com proteção, segundo divulgação do CBMPB é necessário imergir em uma mistura de 3 litros de água para 1 litro de água sanitária por 24 horas, e só então quebre os cascos e enterre.
Não toque diretamente: Use luvas de borracha, sacolas plásticas ou pinças ao manusear os caramujos.
Não jogue sal: há um mito que é só jogar sal, mas isso piora a situação, pois o caramujo libera os vermes, que em contato com a água da chuva espalha por todo o terreno os agentes causadores das doenças.









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