12 anos depois do que determina lei RN ainda tem 176 lixões.

O Rio Grande do Norte descumpre a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) ao manter 176 lixões ativos e 229 áreas de descarte irregular. O avanço do setor é freado cronicamente pela ausência e descontinuidade de políticas públicas eficazes, agravada pelos seguintes fatores:

  • Interrupção na gestão: Trocas de governos estaduais e municipais paralisam ações e projetos.
  • Inércia política histórica: O impacto social, ambiental e de saúde pública dos lixões foi ignorado pelos governantes por anos.
  • Vazio estrutural regional: Regiões como o Seridó e o Vale do Açu sofrem por não possuírem nenhum aterro sanitário licenciado.
  • Falha na gestão fiscal: Falta cobrança efetiva de taxas municipais para custear o manejo do lixo.
  • Incompetência técnica: Municípios carecem de capacitação administrativa e de infraestrutura rodoviária para transporte do refugo.
  • Retrocesso prático: Cidades que usam aterros ainda mantêm lixões antigos como estações de transbordo ilegais.

Diante da omissão do Executivo, a erradicação dos lixões depende de fiscalização forçada pelo Ministério Público (MPRN), que atua via Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) e denúncias por crime ambiental.

A Lei citada previa que no Brasil fosse erradicado os lixões a céu aberto, dando lugar a instalações adequadas até 2014,

O que diz a FEMURN

De acordo com a federação, um dos principais obstáculos para o encerramento definitivo dos lixões é a quantidade limitada de aterros sanitários licenciados no Estado. Algumas regiões continuam sem cobertura adequada, mesmo considerando um raio de até 100 quilômetros dos aterros em funcionamento. A Costa Branca é apontada como uma das áreas mais afetadas pela falta de alternativas para a destinação dos resíduos. Além disso é apontado como principal problema os custos de transporte.

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Pr. João Batista de Moura

Com formação em Pedagogia, Teologia e Psicanálise, além de MBA em Marketing e Gestão de Pessoas, JB Moura construiu uma trajetória consistente e multidisciplinar voltada à comunicação, ao desenvolvimento humano e à liderança.

São mais de 20 anos dedicados à comunicação no Seridó e no Rio Grande do Norte, com atuação consolidada no jornalismo e no rádio, sempre marcada pela credibilidade, clareza e compromisso com a informação de interesse público. Sua comunicação se destaca pela responsabilidade editorial e pela capacidade de traduzir temas relevantes de forma acessível e impactante.

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