Em tempos de muitos prefeitos reclamando que não há condições de pagamento do piso nacional, escândalo envolvendo duas prefeituras acende um alerta nos escritórios do MPF.
O que se vê nesse caso é que a velha política ainda perdura em alguns lugares como é o caso de Campo Grande e Olho D’Água Grande. Ambos os municípios são controlados pela família do político Arnaldo Higino.
A investigação do Ministério Público Federal apura o uso de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) para finalidades alheias ao setor. Entre os gastos identificados estão a compra de agrotóxicos, peças de tratores e a reforma de uma arena de vaquejada privada pertencente à própria família. Os desvios também incluem serviços de manutenção em veículos particulares de construtoras e superfaturamento no transporte escolar.
Realidade da Educação.
Enquanto os recursos federais eram desviados, a realidade da educação nas duas cidades apresentava graves deficiências.
- Escolas locais sofrem com infraestrutura precária;
- Quadra interditada e 2 anos;
- Adiamento no ano por falta de carteiras;
- frota escolar em situação perigosa;
- 50% dos professores recebendo abaixo do piso salarial;
O clã Higino domina a política da região há décadas. Arnaldo Higino, que acumula um histórico de prisões e condenações por improbidade administrativa, desvio de água e compra de votos, reveza o poder entre parentes desde 2005. Atualmente, a prefeitura de Campo Grande é comandada por seu sobrinho, Teo Higino, enquanto Olho D’Água Grande é administrada por sua esposa, Suzy Higino. Outros familiares ocupam cargos estratégicos de secretariado e vice-prefeitura nos dois municípios.
Os prefeitos e demais citados foram procurados para prestar esclarecimentos sobre as irregularidades apontadas, pela imprensa mas não emitiram nenhuma resposta oficial até o momento. O MPF segue com a apuração criminal do caso.
Esse é o principal problema da corrupção do Brasil, não são os lugares que há administração correta, mas sim que em muitos lugares os recursos provenientes de nossos impostos são mal utilizados ou desviados para benefícios de terceiros.









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