Dia dos Namorados: Quem Criou a Data e Por Que o Brasil Comemora em 12 de Junho?

Todos os anos, milhões de brasileiros celebram o Dia dos Namorados em 12 de junho com presentes, jantares românticos, flores e declarações de amor. Mas pouca gente sabe que a data, da forma como a conhecemos no Brasil, não nasceu de uma tradição religiosa nem de uma antiga história romântica. Sua origem está ligada a uma das campanhas publicitárias mais bem-sucedidas da história do país.

O Dia dos Namorados não nasceu no Brasil

Em grande parte do mundo, especialmente nos Estados Unidos e na Europa, a celebração dos apaixonados acontece em 14 de fevereiro, durante o chamado Dia de São Valentim (Valentine’s Day). A tradição está associada à figura de São Valentim, um sacerdote cristão que, segundo a tradição, realizava casamentos mesmo quando eles haviam sido proibidos pelo Império Romano.

Ao longo dos séculos, a data se transformou em uma celebração do amor romântico, espalhando-se por diversos países.

A criação do Dia dos Namorados no Brasil

A versão brasileira da data surgiu no final da década de 1940. O responsável foi o publicitário paulista João Agripino Doria, pai do ex-governador de São Paulo, João Doria Jr. Na época, ele dirigia a agência Standard Propaganda e recebeu uma missão específica: aumentar as vendas das Lojas Clipper durante o mês de junho, considerado um período fraco para o comércio.

Inspirado pelo sucesso comercial do Dia das Mães e pelo Valentine’s Day, Doria criou uma campanha incentivando os casais a demonstrarem amor por meio da troca de presentes. O slogan ficou famoso:

“Não é só com beijos que se prova o amor.”

A campanha foi um sucesso imediato e acabou sendo adotada por comerciantes de outras regiões do país. Pouco tempo depois, a data já havia se consolidado nacionalmente.

Por que o dia 12 de junho?

A escolha não foi aleatória.

João Doria decidiu posicionar a comemoração na véspera do Dia de Santo Antônio, celebrado em 13 de junho. Conhecido popularmente como o “santo casamenteiro”, Santo Antônio já possuía forte ligação com temas relacionados ao amor, casamento e relacionamentos na cultura popular brasileira.

Além disso, fevereiro não era uma boa opção para o calendário brasileiro, já que frequentemente coincide com o Carnaval, período que já concentra grande movimentação social e comercial.

Uma estratégia de marketing que virou tradição

O que começou como uma ação para aquecer as vendas transformou-se em uma das datas mais importantes do calendário brasileiro. Hoje, o Dia dos Namorados movimenta bilhões de reais no comércio e faz parte da cultura nacional.

Mas reduzir a data apenas ao aspecto comercial seria injusto. Ao longo das décadas, os brasileiros deram um significado próprio à celebração. Mais do que comprar presentes, muitos aproveitam o momento para reafirmar compromissos, renovar votos de amor e valorizar relacionamentos construídos ao longo do tempo.

Uma reflexão para além dos presentes

A história do Dia dos Namorados revela algo curioso: uma data criada por uma campanha publicitária tornou-se um símbolo afetivo para milhões de pessoas.

Talvez isso aconteça porque o ser humano possui uma necessidade permanente de celebrar o amor. E, embora flores, chocolates e presentes tenham seu valor, os relacionamentos duradouros são construídos com algo muito mais profundo: presença, cuidado, respeito, amizade e compromisso.

No fim das contas, o maior presente continua sendo aquele que não pode ser comprado: a disposição diária de amar.

Curiosidade: O Brasil é um dos poucos países do mundo que não celebra o amor em 14 de fevereiro. Por aqui, o Dia dos Namorados acontece em 12 de junho, graças a uma campanha publicitária criada entre 1948 e 1949 para impulsionar as vendas do comércio paulista.

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Pr. João Batista de Moura

Com formação em Pedagogia, Teologia e Psicanálise, além de MBA em Marketing e Gestão de Pessoas, JB Moura construiu uma trajetória consistente e multidisciplinar voltada à comunicação, ao desenvolvimento humano e à liderança.

São mais de 20 anos dedicados à comunicação no Seridó e no Rio Grande do Norte, com atuação consolidada no jornalismo e no rádio, sempre marcada pela credibilidade, clareza e compromisso com a informação de interesse público. Sua comunicação se destaca pela responsabilidade editorial e pela capacidade de traduzir temas relevantes de forma acessível e impactante.

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