A Polícia Federal concluiu o relatório final da investigação que desarticulou uma das maiores organizações criminosas especializadas em contrabando de cigarros e lavagem de dinheiro em atuação no Rio Grande do Norte. No total, 11 suspeitos foram oficialmente indiciados por crimes financeiros. O grupo utilizava empresas de fachada e laranjas para movimentar mais de um bilhão de reais no sistema bancário nos últimos anos.
O relatório financeiro da PF detalha números expressivos sobre o tamanho do rombo e da lavagem de dinheiro. De acordo com o cruzamento de dados fiscais bancários, a organização criminosa movimentou um montante exato de R$ 1.554.498.423,17 (um bilhão, quinhentos e cinquenta e quatro milhões, quatrocentos e noventa e oito mil, quatrocentos e vinte e três reais e dezessete centavos) no período de cinco anos. Para mascarar essa fortuna ilegal, o grupo simulava o comércio de produtos alimentícios, de higiene e descartáveis no varejo potiguar.
Diante da robustez das provas e do volume financeiro incompatível com os rendimentos declarados pelos envolvidos, a Justiça Federal acolheu o pedido da PF e aplicou as seguintes sanções patrimoniais:
- O bloqueio judicial imediato de até R$ 202.000.000,00 (duzentos e dois milhões de reais) nas contas bancárias vinculadas aos 11 indiciados e às empresas fictícias;
- O sequestro de 54 bens imóveis, incluindo terrenos, fazendas e prédios comerciais de alto padrão registrados em nome de terceiros;
- A apreensão de 35 veículos de luxo e de carga que eram utilizados na logística de distribuição do cigarro contrabandeado.
Os 11 indiciados responderão perante a Justiça Federal pelos crimes de contrabando qualificado, lavagem de capitais, falsidade ideológica e organização criminosa. A cópia integral do inquérito foi remetida ao Ministério Público Federal (MPF), que deve apresentar a denúncia formal nos próximos dias.








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