A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta segunda-feira (14) a Operação Sem Lastro. A ofensiva cumpre mandados expedidos pela Justiça Eleitoral para investigar crimes de falsidade ideológica eleitoral e a movimentação clandestina de recursos não declarados em atividades de campanha. Durante as diligências em Natal, os agentes federais apreenderam celulares, documentos, mídias eletrônicas e uma quantia superior a R$ 1,5 milhão em notas de dinheiro vivo.
Incompatibilidade Patrimonial e Servidor Público
De acordo com a nota oficial da corporação, o foco central das investigações recai sobre a movimentação financeira de um servidor público do Estado do Rio Grande do Norte. Monitoramentos e relatórios de inteligência financeira identificaram que o servidor realizou saques em espécie de altos valores. O volume dessas transações em dinheiro vivo apresentou uma forte incompatibilidade com o patrimônio formal declarado pelo indivíduo à Justiça Eleitoral.
Sigilo sobre os Alvos
Até o fechamento desta edição, a Polícia Federal não divulgou os nomes do servidor público, do candidato beneficiado ou do grupo político envolvido no esquema espalhado pela capital. Ao todo, dois mandados de busca e apreensão foram integralmente cumpridos em endereços residenciais e comerciais de Natal.
O material tecnológico e os documentos recolhidos foram encaminhados à sede da superintendência da PF no RN, onde passarão por perícia técnica criminal. Os investigadores buscam agora rastrear a real origem dos mais de R$ 1,5 milhão e mapear quais comitês de campanha receberiam o aporte ilegal para a compra de apoio ou fraudes no pleito.







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