O sonho da casa própria ou da reforma está custando mais caro para o bolso dos brasileiros. O encerramento do ciclo de alívio nos preços de insumos industriais consolidou uma tendência de alta generalizada no setor imobiliário. De acordo com os dados mais recentes divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e pelo IBGE (Sinapi), construir ou reformar ficou significativamente mais oneroso no segundo semestre deste ano.
Os principais vilões do orçamento são os materiais estruturais e de instalações térmicas ou hidráulicas, fortemente impactados pela volatilidade do petróleo e pelo aumento das tarifas de importação de resinas plásticas
Lista de Reajustes: Itens Básicos da Construção Civil
Os relatórios de acompanhamento de insumos das câmaras da indústria e varejo apontam reajustes acumulados expressivos nos itens indispensáveis do canteiro de obras:
- Tubos e Conexões de PVC: +35% de alta (Puxados pela sobretaxa sobre o imposto de importação de polietileno e resinas).
- Eletrodutos de PVC (Instalações elétricas): +16% de aumento.
- Cimento Portland comum e Concreto: +15% de reajuste (O saco de cimento, que operava na casa dos R$ 30,00, saltou para a média de R$ 45,00 em vários polos comerciais).
- Vergalhões e Arames de Aço (Estrutural): +13% de alta (Refletindo a pressão dos metais industriais no mercado externo).
- Tintas e Vernizes: +10% de reajuste (Impactados pelos custos de solventes petroquímicos e fretes logísticos).
O Impacto por Metro Quadrado
Para quem está planejando uma obra residencial de Padrão Básico, o custo médio no país gira em torno de R$ 1.350 a R$ 1.600 por metro quadrado, variando conforme o estado. Engenheiros orientam que o atual cenário econômico exige das famílias um planejamento financeiro rígido, preferindo compras em grande escala ou a substituição de acabamentos por marcas nacionais similares para evitar que o orçamento estoure antes da conclusão da laje.







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