Com a chegada das festas juninas e grandes eventos esportivos, o uso de fogos de artifício volta a fazer parte das comemorações em diversas cidades. Embora a prática seja tradicional para muitas pessoas, ela pode representar um grande problema para cães e gatos, que sofrem com o excesso de ruídos e alterações na rotina.

Segundo a médica-veterinária Ariane Beatriz, responsável técnica do Centro Médico Veterinário (CMV) da Universidade Potiguar (UnP), os atendimentos relacionados a medo, ansiedade e estresse em animais costumam aumentar significativamente nesta época do ano.

De acordo com a especialista, cães e gatos possuem uma audição muito mais sensível que a dos seres humanos, conseguindo perceber sons em frequências e distâncias maiores. Por não compreenderem a origem dos estampidos, muitos animais interpretam os ruídos como uma ameaça.

“É muito comum observarmos um aumento dos casos de medo, estresse e ansiedade durante esse período. Os animais ficam expostos a estímulos que não conseguem entender, o que gera insegurança e desconforto”, explica.

Além do sofrimento emocional, o medo provocado pelos fogos pode levar muitos animais a tentarem fugir. Esse comportamento aumenta o risco de atropelamentos, ferimentos e desaparecimentos.

Segundo a veterinária, alguns grupos apresentam maior vulnerabilidade aos ruídos, entre eles filhotes que não passaram por um processo adequado de socialização, animais resgatados, idosos e aqueles que já viveram experiências traumáticas.

Os sinais de ansiedade podem variar de um animal para outro, mas alguns comportamentos são mais comuns:

  • Tremores;
  • Respiração ofegante;
  • Salivação excessiva;
  • Latidos ou miados constantes;
  • Tentativas de se esconder;
  • Perda de apetite;
  • Busca excessiva pelo tutor.

Em casos mais graves, o acompanhamento veterinário pode ser necessário para orientar estratégias específicas de manejo e tratamento.

Especialistas recomendam que os tutores preparem o ambiente antes do início das comemorações. Entre as medidas mais importantes estão:

  • Manter portas, janelas e portões fechados;
  • Disponibilizar um local seguro e confortável para o animal;
  • Deixar televisão ou música ligada para ajudar a mascarar os sons externos;
  • Oferecer brinquedos e objetos que transmitam segurança;
  • Manter por perto peças de roupa ou tecidos com o cheiro do tutor;
  • Evitar mudanças bruscas na rotina de alimentação, passeios e descanso.

Para Ariane Beatriz, a principal recomendação é garantir que o animal tenha um espaço onde possa se sentir protegido.

“O mais importante é proporcionar um ambiente seguro e acolhedor. Pequenas medidas preventivas podem fazer toda a diferença para que cães e gatos atravessem esse período com mais conforto e bem-estar”, conclui.

Com a proximidade dos festejos juninos, a conscientização sobre os impactos dos fogos nos animais se torna fundamental para garantir a segurança e a qualidade de vida dos pets.

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Pr. João Batista de Moura

Com formação em Pedagogia, Teologia e Psicanálise, além de MBA em Marketing e Gestão de Pessoas, JB Moura construiu uma trajetória consistente e multidisciplinar voltada à comunicação, ao desenvolvimento humano e à liderança.

São mais de 20 anos dedicados à comunicação no Seridó e no Rio Grande do Norte, com atuação consolidada no jornalismo e no rádio, sempre marcada pela credibilidade, clareza e compromisso com a informação de interesse público. Sua comunicação se destaca pela responsabilidade editorial e pela capacidade de traduzir temas relevantes de forma acessível e impactante.

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