El Niño altera padrão do inverno no RN em 2026; temperaturas devem ficar acima da média

O inverno no Hemisfério Sul começou no último domingo (21) e deverá apresentar características atípicas no Rio Grande do Norte. De acordo com a Emparn, o fenômeno El Niño será o principal responsável por temperaturas acima da média histórica e pela redução da intensidade dos ventos ao longo dos próximos meses.

Segundo o meteorologista Gilmar Bristot, as condições climáticas no estado sofrerão mudanças graduais, com chuvas dentro da normalidade até meados de julho, seguidas por uma diminuição das precipitações.

De acordo com a Emparn, os meses mais chuvosos no litoral potiguar tradicionalmente são abril, maio e junho, podendo se estender até agosto em alguns anos. Em 2026, no entanto, a tendência é de redução das chuvas já na segunda metade de julho.

“A partir da segunda quinzena de julho, as chuvas deverão começar a diminuir por influência do El Niño, que é caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico e provoca um bloqueio atmosférico no Nordeste”, explicou Bristot.

A previsão indica que junho seguirá dentro da normalidade, enquanto julho deverá apresentar volumes ligeiramente abaixo da média. Em agosto, o enfraquecimento dos sistemas meteorológicos deverá reduzir ainda mais as precipitações.

Outro efeito esperado é a diminuição da intensidade dos ventos a partir de agosto, acompanhada por um aumento das temperaturas em todo o território potiguar.

Segundo a Emparn, essas serão as principais características do inverno no Rio Grande do Norte em 2026.

O inverno, que se estende até 22 de setembro, também deverá apresentar alterações em outras regiões do país por influência do El Niño.

Meteorologistas apontam que o fenômeno pode enfraquecer as frentes frias no Sudeste e Centro-Oeste, prolongando os períodos de calor. Já na Região Sul, há possibilidade de aumento das chuvas e maior risco de eventos climáticos extremos, como tempestades intensas e elevados volumes de precipitação em curtos períodos.

Especialistas também destacam que as mudanças climáticas globais têm tornado os padrões meteorológicos cada vez mais complexos e imprevisíveis.

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Pr. João Batista de Moura

Com formação em Pedagogia, Teologia e Psicanálise, além de MBA em Marketing e Gestão de Pessoas, JB Moura construiu uma trajetória consistente e multidisciplinar voltada à comunicação, ao desenvolvimento humano e à liderança.

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