Os casos de ciguatera no Rio Grande do Norte dispararam 60,2%, com 141 registros nos primeiros seis meses do ano. A intoxicação ocorre pelo consumo de peixes marinhos contaminados por microalgas em recifes de corais. A toxina é invisível, sem sabor/cheiro e resistente ao cozimento ou congelamento.
O estado do Rio Grande do Norte enfrenta um aumento expressivo dessa intoxicação alimentar, e a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) emitiu alertas à população.
O que é a Ciguatera?
É uma contaminação causada pela ciguatoxina, produzida por microalgas que vivem em áreas de recifes e corais. Os peixes pequenos comem essas algas e, ao longo da cadeia alimentar, os peixes carnívoros de grande e médio porte (como barracuda, garoupa, cioba e olho-de-boi) acumulam a toxina em seus organismos.
Riscos e Características
- Sem alteração no alimento: A toxina é incolor, inodora e insípida, tornando impossível identificar o peixe contaminado antes de comer.
- Resistente ao calor: A ciguatoxina resiste a processos de cozimento, congelamento, salga e defumação.
Principais Sintomas
Os primeiros sinais costumam aparecer entre 30 minutos e 48 horas após a ingestão: [1, 2]
- Gastrointestinais: Enjoo, vômito, diarreia e dores abdominais.
- Neurológicos (característicos): Dormência e formigamento nos lábios, língua e extremidades, sensação de gosto metálico, e “inversão térmica” (sensação de que o toque quente parece frio e vice-versa).
- Cardiovasculares: Queda de pressão e batimentos cardíacos lentos em casos mais graves.
Onde buscar ajuda
Se você ou alguém próximo consumir peixe e apresentar esses sintomas, busque atendimento médico imediatamente. Informe ao profissional de saúde qual pescado foi consumido e, se possível, guarde uma amostra do alimento para análises posteriores.









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