O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou o reforço severo de sua segurança pessoal após a inteligência da Polícia do Senado identificar mais de 2.000 conteúdos de ameaças de morte e ódio contra ele. O parlamentar triplicou o efetivo de agentes legislativos responsáveis por sua escolta e passou a utilizar colete à prova de balas de forma permanente em agendas públicas.
O clima de tensão na corrida eleitoral ganhou novos contornos. A equipe de campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou um relatório detalhado da Polícia do Senado Federal que mapeou uma escalada de violência digital e planejamentos de ataques contra o parlamentar. Diante dos riscos à vida do pré-candidato, a segurança institucional foi fortemente blindada.
Radiografia das Ameaças
De acordo com o levantamento conduzido pelo setor de inteligência da Polícia do Senado, o volume de mensagens de ódio e intimidações disparou significativamente. O relatório contabilizou precisamente as seguintes ocorrências voltadas contra o parlamentar:
- 868 ameaças explícitas de morte;
- 647 manifestações de incitação direta à violência;
- 640 referências codificadas de teor hostil;
- 133 conteúdos categorizados como planejamento prático ou mapeamento de oportunidade para atentados.
A equipe jurídica ligada ao senador atribui o início da escalada de hostilidades a discursos recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em falas públicas, Lula mencionou que na história do Brasil “traidores eram enforcados” ao criticar a oposição, declaração vista pela campanha de Flávio como um “apito de cachorro” para que facções criminosas ajam contra o parlamentar. A defesa de Flávio já acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) contra o atual mandatário por crime de incitação à violência.
O Novo Esquema de Proteção: Recusa da PF e Foco no Legislativo
O reforço na proteção de Flávio Bolsonaro ocorre em paralelo a um embate institucional. O pré-candidato do PL recusou formalmente o recebimento da escolta da Polícia Federal (PF), tradicionalmente oferecida aos candidatos à Presidência da República.
Flávio declarou publicamente não confiar na direção-geral da Polícia Federal, chefiada por Andrei Rodrigues, alegando receio da presença de supostos “infiltrados” em sua campanha. Com isso, toda a sua logística de proteção permanece centralizada na Polícia do Senado Federal, órgão responsável por resguardá-lo. As novas diretrizes de segurança incluem:
- Efetivo Triplicado: O número de policiais do Senado destacados em campo para acompanhar o senador foi multiplicado por três.
- Uso de Blindagem: Flávio usará colete à prova de balas de forma ininterrupta durante comícios, caminhadas e eventos abertos.
- Centro de Comando 24h: Foi estruturado em Brasília um QG de monitoramento em tempo real para rastrear o trajeto do candidato e coordenar o envio de viaturas e armamentos pesados de suporte.
Resposta Oficial
O fantasma de atentados políticos ronda a família Bolsonaro desde a facada desferida contra Jair Bolsonaro na campanha de 2018, em Juiz de Fora (MG). Apesar do cenário de alto risco apontado pelos analistas de segurança, Flávio garantiu em nota oficial que não recuará de seus compromissos públicos.
“Quem acha que vai me intimidar está perdendo tempo. Não tenho medo de ameaças. Vou continuar nas ruas, ouvindo os brasileiros e lutando por um país mais livre, seguro e próspero. Nada vai me impedir de seguir firme na missão”, declarou o senador.
O parlamentar também tem compromissos oficiais junto às autoridades policiais; o ministro do STF, Alexandre de Moraes, determinou um depoimento oficial do senador à Polícia Federal no âmbito de investigações em andamento.








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