O encerramento definitivo das atividades industriais da fábrica da Michelin em Guarulhos (SP) acendeu um sinal de alerta vermelho sobre a perda de competitividade da indústria nacional. Mais do que uma simples reestruturação, o caso escancara o impacto prejudicial da entrada massiva de produtos asiáticos subfaturados que inundam o mercado brasileiro, minando as empresas locais sem gerar um único posto de trabalho no país.
Em nota oficial sobre o fechamento da unidade, a multinacional de pneus apontou a supercapacidade e a invasão de componentes importados como os principais motivos para a inviabilidade da planta. Especialistas do setor explicam que esses produtos, vindos majoritariamente da Ásia, chegam ao comércio brasileiro com preços abaixo do custo de fabricação nacional. O grande prejuízo social dessa dinâmica é que, enquanto a indústria instalada no Brasil investe, paga impostos e contrata trabalhadores locais, as importações predatórias apenas transferem a riqueza nacional para fora, deixando um rastro de desemprego.
O cenário se torna ainda mais desigual quando analisado o contraponto geopolítico de mercados como o da China. Enquanto o Brasil mantém suas fronteiras comerciais abertas a esses produtos de baixo custo, o governo chinês adota barreiras comerciais severas e políticas altamente protecionistas. Pequim limita rigidamente a entrada de manufaturados brasileiros, impondo restrições técnicas, burocráticas e tarifárias que blindam o mercado interno deles contra a concorrência externa.
Essa assimetria cria uma via de mão única perigosa para a economia brasileira: o país consome o que é produzido lá fora — destruindo as próprias fábricas —, mas é impedido de vender seus produtos de valor agregado para os mercados que mais crescem no mundo. O fechamento da fábrica de Guarulhos é o reflexo prático de um mercado global desequilibrado, onde a falta de proteção à produção nacional custa milhares de empregos aos trabalhadores brasileiros.
Enquanto alguns portais de notícias alarmam, ou declaram a informação como fake, checamos os fatos e NÃO a empresa não saiu do Brasil, mas precisou fazer uma restruturação por concorrência com produtos que não empregam no nosso país, e nossos produtos sofrem sansões e bloqueios dos mesmos países que prejudicam nossa indústria.







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