Impulsionado pelo projeto Aura Borborema, o Rio Grande do Norte alcança o posto de 6ª maior potência mineral de ouro do país, injetando empregos, renda e milhões em royalties na economia local.
Por Redação
Currais Novos/RN — 17 de agosto de 2026
O solo do Seridó, historicamente conhecido por sua riqueza mineral e pela força de seu povo, volta a brilhar intensamente no cenário econômico nacional. O avanço consolidado do projeto Aura Borborema, capitaneado pela mineradora Aura Minerals em Currais Novos, operou uma verdadeira metamorfose no perfil socioeconômico da região. Com a produção em larga escala, o metal precioso fez o Rio Grande do Norte exportar US$ 157,5 milhões em ouro apenas no primeiro semestre de 2026, conquistando a histórica marca de 6ª maior potência na exportação de ouro do Brasil.

Mais do que um título estatístico ou o orgulho de ver a “Manchester do Seridó” liderar a vanguarda mineral do Nordeste, essa conquista representa uma virada de chave para milhares de famílias locais. O ouro que reluz nas profundezas da nossa terra está se transformando, na superfície, em oportunidades reais, dignidade e desenvolvimento sustentável.
A engrenagem econômica: 2.000 empregos diretos
O impacto mais imediato e visível do projeto Borborema está na geração massiva de empregos qualificados. Atualmente, a instalação e operação da mina de ouro em Currais Novos sustentam 2.000 empregos diretos, sem contar as centenas de postos de trabalho indiretos criados na cadeia de fornecedores regionais. Desde a fase de construção, a mineradora priorizou a absorção e a qualificação da mão de obra local.
Essa injeção de capital gera um efeito cascata poderoso: o salário que entra no bolso do trabalhador da mineração circula diretamente nos supermercados, farmácias, lojas de confecções e prestadores de serviços da cidade.
Retorno em impostos: A fatia de Currais Novos
Além do aquecimento do comércio, o projeto provocou um salto histórico na arrecadação pública por meio da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), que funciona como os royalties da mineração. De acordo com a legislação federal, a arrecadação da CFEM é distribuída destinando 65% do bolo tributário diretamente ao município produtor.
Com a arrancada da produção de ouro, o Rio Grande do Norte chegou a registrar arrecadações milionárias com royalties da mineração. Desse montante global arrecadado com as taxas do setor, só o município de Currais Novos concentrou R$ 6,9 milhões em repasses de royalties, consolidando a maior fatia financeira de compensação mineral de todo o estado.
Por lei, esses recursos carimbados que entram no caixa da Prefeitura de Currais Novos devem ser obrigatoriamente aplicados em melhorias estruturais, como saúde, educação e infraestrutura urbana, sendo proibido o uso para pagamento de salários de servidores ou quitação de dívidas públicas.
O horizonte de um novo Seridó
Se no passado Currais Novos viveu os anos dourados da exploração da xelita na Mina Brejuí, o ano de 2026 marca o início de uma nova era dourada, literalmente. A consolidação da extração de ouro eleva a autoestima da população e coloca a região geopoliticamente em destaque.
O ouro do Seridó não reluz apenas nas bolsas de valores; ele brilha no sorriso do trabalhador que conquistou sua carteira assinada, no comerciante que viu suas vendas crescerem e na certeza de que a nossa terra continua sendo um solo fértil de prosperidade e futuro para as próximas gerações.







Deixe um comentário