Editorial
Por JB Moura
Uma campanha pobre de propostas, rica em acusações e marcada pela polarização. Um domingo de votação relativamente tranquilo, uma apuração embaraçosa e, ao final, Lula reeleito presidente da República.
As urnas encerraram a disputa eleitoral, mas não resolveram os problemas do Brasil. O país continua enfrentando os mesmos desafios, as mesmas dificuldades e, sobretudo, a necessidade de encontrar caminhos que ultrapassem as conveniências partidárias.
A eleição também deixou uma lição: quando a paixão política substitui a razão, o debate empobrece, as propostas desaparecem e o eleitor passa a defender candidatos como quem torce por um time de futebol.
Lula venceu. Cabe-lhe governar, entregar resultados e compreender que foi eleito presidente de todos os brasileiros, inclusive daqueles que não votaram nele.
Aos que perderam, cabe uma oposição firme, responsável e vigilante. Aceitar o resultado das urnas não significa abandonar convicções, renunciar a princípios ou silenciar diante dos erros de quem governa.
A democracia não exige unanimidade. Exige respeito às regras, liberdade para discordar e responsabilidade para governar.
Amanhã, o trabalhador continuará acordando cedo, o empresário enfrentará seus desafios, as famílias pagarão suas contas e milhões de brasileiros continuarão esperando soluções concretas.
Porque, no fim das contas, eleições passam, governos passam, mas o Brasil permanece.
Lula foi reeleito. A democracia segue. E a vida também!








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