Os trabalhadores da saúde pública do Rio Grande do Norte anunciaram uma paralisação de 24 horas para esta quarta-feira (17). A mobilização foi divulgada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde-RN), que denuncia a precarização das condições de trabalho nas unidades estaduais e cobra a convocação imediata dos aprovados no concurso da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) realizado em 2025.
Além da suspensão das atividades, os servidores programaram um ato público para as 9h da manhã, em frente à sede da Sesap, em Natal. A manifestação pretende chamar atenção para problemas enfrentados diariamente pelos profissionais da rede estadual de saúde.
Segundo o Sindsaúde-RN, os trabalhadores convivem com jornadas exaustivas, déficit de pessoal e condições inadequadas para o exercício das atividades. A entidade afirma que a falta de profissionais tem provocado sobrecarga nos plantões e comprometido a qualidade da assistência prestada à população.
Outro ponto que motivou a mobilização foi a denúncia de suspensão das refeições destinadas a servidores e acompanhantes em algumas unidades hospitalares. De acordo com informações repassadas pelos trabalhadores, profissionais do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel foram comunicados de que o fornecimento de alimentação seria interrompido devido a problemas no abastecimento por fornecedores.
Para o sindicato, a situação não é isolada e vem sendo registrada em diferentes hospitais estaduais desde o início do ano, refletindo dificuldades administrativas e financeiras que impactam diretamente o funcionamento da rede pública.
Entre as principais reivindicações da categoria estão a convocação imediata dos aprovados no concurso da Sesap 2025, melhorias nas condições de trabalho, implantação de auxílio-alimentação e reforço no quadro de servidores para reduzir a sobrecarga enfrentada pelos profissionais.
Durante a paralisação, os trabalhadores também realizarão uma assembleia para discutir os próximos encaminhamentos da campanha salarial de 2026 e avaliar novas mobilizações.
A expectativa é que a paralisação afete parte dos serviços da rede estadual, mantendo apenas os atendimentos considerados essenciais, conforme determina a legislação para serviços de saúde.









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