O segundo semestre de 2026 está por começar e já sentimos o efeito do calor excessivo e o INMET alerta aos governos e municípios brasileiros que devem se preparar para os efeitos do Super El Niño que segundo especialistas já está em formação e são esperados desastres naturais em diversas regiões do país.
Consequências no Brasil
Os impactos do Super El Niño dividem o território brasileiro de forma drástica, potencializados pelo aquecimento global de base:
- Região Sul: Concentração de chuvas torrenciais e tempestades severas bem acima da média. Há riscos críticos de enchentes históricas, alagamentos e deslizamentos de terra frequentes.
- Regiões Norte e Nordeste: Secas severas e prolongadas. O nível dos rios amazônicos cai drasticamente (isolando comunidades ribeirinhas) e o risco de incêndios florestais e queimadas cresce de forma alarmante.
- Regiões Sudeste e Centro-Oeste: Predomínio de ondas de calor extremas (“veranicos”) e bloqueios atmosféricos. Isso provoca o encarecimento da energia elétrica pelo uso de ar-condicionado e afeta diretamente a produtividade agrícola.

Alguns estados do Brasil estão em alerta máximo já se preparando para os afeitos, como é o caso de Santa Catarina, que desde o começo do ano vem fazendo limpeza de rios e córregos para diminuir os impactos das enchentes.
Impactos Globais
- Recordes de Temperatura: A liberação massiva de calor do oceano para a atmosfera impulsiona a média térmica global, com alta chance de tornar o próximo ano o mais quente da história da humanidade.
- Prejuízos Econômicos: Quebras de safra generalizadas na Ásia e América Latina elevam a inflação de alimentos essenciais e commodities.
- Alteração em Furacões: O fenômeno costuma enfraquecer tempestades tropicais no Oceano Atlântico, mas superativa a temporada de furacões no Pacífico Central e Oriental.
Histórico dos Maiores Eventos
Na história moderna (últimos 150 anos), o mundo registrou apenas quatro episódios desse nível de intensidade extrema:
- 1877–1878: O mais intenso registrado, causou secas catastróficas e crises de fome globais.
- 1982–1983: Gerou inundações recordes na América do Sul e secas severas na Austrália.
- 1997–1998: Um dos mais destrutivos do século XX, com forte impacto na economia e agricultura mundial.
- 2015–2016: O mais recente até então, superalimentou a temperatura global e quebrou recordes de calor.








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