O Mundo está “tremendo” mais?

Nos últimos dias foram registrados diversos terremotos em lugares distintos do mundo, dois deles na Venezuela com 7,5 e 7,2 na escala Richter. O país ainda contabiliza seus mortos, neste domingo o governo local divulgou que foram encontrados 1430 corpos e 3100 feridos.

Menos de 24 horas depois um terremoto 6,9 E.R. foi registrado no Japão, outro de 5,4 E.R. na Califórnia e própria Venezuela voltou a tremer. Hoje 27/06 foi a vez do Afeganistão com um de 6,1 E.R., ainda não registro de vítimas, mas o mundo está mais ativo? Ele está se rebelando com o que o homem faz?

Cientificamente, não há um aumento real na ocorrência global de terremotos gerados pela natureza, mas sim uma enorme evolução na nossa capacidade de detectá-los, registrá-los e divulgá-los. De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o planeta mantém uma média histórica estável de atividade sísmica.

A percepção de que a Terra está tremendo mais frequentemente se deve aos seguintes fatores:

1. Mais sismógrafos e melhor tecnologia

  • Detecção ampliada: No passado, tremores de menor intensidade ou ocorridos em oceanos e desertos passavam despercebidos.
  • Rede global: Atualmente, milhares de estações sismológicas detectam e catalogam cerca de 20 mil terremotos por ano (cerca de 55 por dia), o que gera estatísticas muito mais volumosas.

2. Velocidade da informação e urbanização

  • Redes sociais e internet: Um abalo sísmico do outro lado do mundo, como os recentes tremores independentes no Japão e na Venezuela, é noticiado globalmente em tempo real.
  • Crescimento populacional: As cidades estão expandindo para áreas historicamente propensas a tremores, transformando abalos que antes ocorreriam em áreas isoladas em desastres altamente divulgados pela mídia.

3. Sismicidade induzida (Atividade Humana)

Embora os grandes terremotos destrutivos venham do movimento natural das placas tectônicas, certas atividades humanas provocam pequenos e médios tremores locais:

  • Fraturamento hidráulico (fracking): A injeção de fluidos sob alta pressão para extrair gás de xisto pode lubrificar falhas geológicas.
  • Grandes reservatórios: O peso e a pressão da água em megabarragens hidrelétricas podem desencadear acomodações no solo.
  • Mineração profunda: Grandes escavações alteram a distribuição de peso na crosta terrestre, gerando colapsos e tremores menores.

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Pr. João Batista de Moura

Com formação em Pedagogia, Teologia e Psicanálise, além de MBA em Marketing e Gestão de Pessoas, JB Moura construiu uma trajetória consistente e multidisciplinar voltada à comunicação, ao desenvolvimento humano e à liderança.

São mais de 20 anos dedicados à comunicação no Seridó e no Rio Grande do Norte, com atuação consolidada no jornalismo e no rádio, sempre marcada pela credibilidade, clareza e compromisso com a informação de interesse público. Sua comunicação se destaca pela responsabilidade editorial e pela capacidade de traduzir temas relevantes de forma acessível e impactante.

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