Um dos casos mais emblemáticos da história da capital do estado teve por fim após 42 de anos de fuga a prisão do responsável pela morte de 19 pessoas em um dia que deveria ser de alegria e diversão terminou com famílias arrastadas por um ônibus desgovernado. Aluísio estava foragido desde o dia do acidente e ainda trabalhava como mostorista.
Entenda o caso.
A Tragédia do Baldo foi um dos episódios mais marcantes e dolorosos da história do Rio Grande do Norte, ocorrendo na madrugada de 25 de fevereiro de 1984, durante o Carnaval de Natal. O caso voltou a ganhar enorme repercussão nacional em 26 de junho de 2026, quando o motorista responsável pelo crime foi finalmente preso em Cuiabá (MT), após passar 42 anos foragido.
O Acidente
Na madrugada de 25 de fevereiro de 1984, um ônibus desgovernado, conduzido por Aluísio Farias Batista, invadiu uma área isolada para o desfile do bloco Cordão do Puxa-Saco, na Avenida Rio Branco. O veículo atropelou a multidão e a banda de música, resultando em 19 mortes e dezenas de feridos. Perícias técnicas descartaram falhas mecânicas, apontando a conduta do motorista como causa.
Impacto e Impunidade
A tragédia causou um profundo trauma, provocando o esvaziamento do Carnaval de rua de Natal por quase 20 anos, com a folia migrando para praias e áreas privadas. Aluísio foi condenado a 21 anos de prisão, mas permaneceu foragido, vivendo na impunidade por mais de quatro décadas, mesmo após o caso ser retratado no programa Linha Direta.
A Prisão (Junho de 2026)
Em 26 de junho de 2026, uma operação conjunta das Polícias Civis do RN e MT localizou e prendeu Aluísio, então com identidade falsa, em Cuiabá. A captura foi possível graças a técnicas de reconhecimento facial e cruzamento de dados. Ele foi encaminhado ao sistema prisional para o cumprimento da pena.







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