O início do período mais seco do ano, somado ao retorno das aulas após o recesso escolar, marca um período de atenção redobrada para os pais. O alerta foi emitido pela médica pediatra e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Ana Luíza Braga. De acordo com a especialista, as doenças respiratórias e as crises alérgicas sazonais tendem a registrar uma alta expressiva nesta época, exigindo cuidados preventivos imediatos para conter o avanço das infecções entre o público infantil.
Principais riscos à saúde infantil
A combinação entre o clima seco, a baixa umidade relativa do ar e o confinamento em salas de aula potencializa dois tipos principais de ameaças para os menores:
- Riscos biológicos e infecções: Ambientes escolares fechados facilitam a rápida transmissão de vírus e bactérias por meio de gotículas suspensas no ar. Casos de gripe (Influenza), resfriados, bronquiolite e asma sofrem uma alta acentuada.
- Riscos ambientais e alergias: A baixa umidade resseca as mucosas das vias aéreas, reduzindo a barreira natural de proteção do corpo. Isso agrava quadros de rinite alérgica, sinusite, bronquite e dermatites, além de provocar sangramentos nasais e irritação nos olhos.
Como aumentar a imunidade das crianças
Para preparar o organismo dos estudantes contra a agressão do clima seco e o contato diário com outras crianças, recomenda-se adotar hábitos que fortalecem as defesas naturais:
- Super-hidratação: Oferecer água filtrada e sucos naturais de forma contínua ao longo do dia é indispensável. Manter o corpo hidratado preserva a umidade das mucosas, dificultando a fixação de vírus e bactérias.
- Nutrição estratégica: Priorize uma dieta rica em frutas, legumes e verduras. Alimentos fontes de vitamina C (como acerola, caju e laranja) e zinco (como carnes magras e grãos) ajudam a regular e potencializar o sistema imunológico.
- Proteção por vacina: Manter a caderneta de vacinação rigorosamente em dia, com destaque para as doses anuais contra a gripe e a Covid-19, é a forma mais eficaz de evitar complicações graves.
- Qualidade do sono: Garantir que a criança durma a quantidade de horas recomendada para a sua faixa etária assegura que o corpo produza e distribua adequadamente as células de defesa.
Como combater a transmissão e os sintomas dentro e fora de casa
O combate à proliferação de doenças sazonais envolve uma rotina de higiene e etiqueta respiratória no ambiente doméstico e escolar:
- Umidificação de ambientes: Diante do ar seco, utilize umidificadores de ar nos quartos ou espalhe toalhas úmidas e bacias com água pelos cômodos. É fundamental também manter portas e janelas abertas sempre que possível para garantir a circulação do ar.
- Lavagem nasal diária: Realize a higienização do nariz das crianças com soro fisiológico várias vezes ao dia. Esse hábito remove impurezas, alérgenos e microrganismos, além de evitar o ressecamento que causa sangramentos.
- Estímulo à higiene das mãos: Ensine e incentive os pequenos a lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou utilizar álcool em gel, especialmente antes das refeições e após tossir ou espirrar.
- Isolamento em caso de sintomas: Para quebrar a cadeia de transmissão nas escolas, a orientação médica é que crianças que apresentem febre, tosse crônica ou coriza intensa permaneçam em repouso em casa até a total recuperação.
A especialista orienta ainda que os pais fiquem atentos a sinais de gravidade, como cansaço extremo, falta de apetite persistente, chiado no peito ou dificuldade para respirar. Caso esses sintomas surjam, o atendimento médico em uma unidade de saúde deve ser buscado imediatamente.









Deixe um comentário