Uma pesquisa realizada pela FGV- Fundação Getúlio Vargas detalha como uma das maiores dificuldades dos estudantes o nervosismo, tendo 63% relatado que foi muito prejudicial.
Considerado a principal porta de entrada para o ensino superior no país, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) exige dos candidatos muito mais do que o domínio de fórmulas, regras gramaticais e conteúdos programáticos. Especialistas em psicologia educacional alertam que o controle emocional e a gestão do nervosismo são fatores determinantes para evitar o temido “branco” e garantir que o estudante consiga traduzir meses de estudo em uma boa pontuação.
O nervosismo excessivo durante exames de alta pressão aciona uma resposta fisiológica de alerta no organismo, liberando hormônios como o cortisol e a adrenalina. Esse mecanismo, embora natural, prejudica diretamente as funções cognitivas do cérebro, como a memória de curto prazo, o foco e a capacidade de interpretação de textos longos. Para mitigar esses efeitos sabotadores, a preparação emocional deve começar dias antes do exame, envolvendo a regulação do sono, a redução de revisões exaustivas de última hora e a manutenção de uma rotina de hidratação e alimentação leve.
No momento da resolução das questões, quando os primeiros sintomas de ansiedade se manifestarem — como batimentos cardíacos acelerados e tremores —, os profissionais recomendam a aplicação de técnicas de manejo comportamental. A principal delas é a respiração diafragmática (inspirar pelo nariz contando até quatro, segurar o ar por quatro segundos e expirar lentamente pela boca em seis segundos), um exercício simples que oxigena o cérebro e reduz os batimentos cardíacos imediatamente. Começar a prova pelas matérias de maior afinidade também ajuda a elevar a autoconfiança, criando um ritmo de acertos que diminui a pressão psicológica inicial.
No momento em que sentar na carteira
- Organize sua mesa: Arrume suas canetas, a garrafa de água e o chocolate antes da prova começar. Ter o espaço organizado traz uma sensação de controle para a mente.
- Faça a técnica do “Aterramento” (5-4-3-2-1): Se o nervosismo bater antes do sinal, olhe ao redor e identifique mentalmente: 5 coisas que você pode ver, 4 que pode tocar, 3 que pode ouvir, 2 que pode cheirar e 1 que pode sentir o gosto. Isso traz sua mente de volta para o presente.
🌬️ Se o coração acelerar durante as questões
- Aplique a respiração diafragmática (4-4-6): Puxe o ar pelo nariz contando até 4, segure o ar nos pulmões por 4 segundos e solte bem devagar pela boca contando até 6. Repita três vezes para baixar os batimentos cardíacos.
- Solte a caneta e mude a postura: De tempos em tempos, apoie as costas inteiras na cadeira, relaxe os ombros e estique as pernas. Manter o corpo tenso avisa o cérebro que você está em perigo.
🎯 Diante de uma questão muito difícil
- Não brigue com a folha: Se leu a questão duas vezes e não entendeu, pule imediatamente. Deixe uma marcação no caderno (como um balão ou asterisco) e siga para as próximas. Ficar travado gera frustração e aumenta a ansiedade.
- Comece pelo que você domina: Responder primeiro as matérias que você mais gosta ou tem facilidade cria um ritmo de acertos. Isso ativa a liberação de dopamina e eleva a sua autoconfiança para o resto da prova.
🕒 Durante o andamento do tempo
- Faça pausas estratégicas: A cada uma hora de prova, pare por apenas 2 minutos. Beba um gole de água e coma um pedaço de chocolate. Esse pequeno “reset” limpa o cansaço mental e melhora o foco para as próximas questões.
- Esqueça os outros candidatos: Não olhe para o lado para ver se alguém já está entregando o caderno ou folheando rápido demais. Cada estudante lê e interpreta no seu próprio tempo, e sair primeiro não significa ir bem.







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