Relatório da UFRN e dados da Sesed detalham gravidade e custos milionários provocados pela imprudência, com motos liderando as tragédias.
O trânsito no Rio Grande do Norte vive um cenário de extrema preocupação. Dados consolidados da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed-RN) revelam que o estado registrou 4.337 acidentes de trânsito apenas no primeiro quadrimestre deste ano. O volume representa uma média assustadora de 36 ocorrências por dia nas vias potiguares, confirmando uma tendência de alta que vem superando as médias históricas desde 2024.
Para medir o tamanho do impacto na saúde pública, um relatório técnico divulgado pelo LAIS/UFRN aponta que o sistema de saúde atendeu 22.478 vítimas de trânsito. O impacto financeiro direto com esses procedimentos de urgência já ultrapassou a marca de R$ 6,3 milhões aos cofres públicos.
Níveis de Gravidade e Internações
A violência dos impactos nas ruas e rodovias que cortam o RN reflete-se diretamente na gravidade dos ferimentos:
- Internações Necessárias: Do total de atendidos, 6.891 pessoas precisaram de internação hospitalar imediata, o que significa que cerca de 3 em cada 10 vítimas sofreram lesões consideradas moderadas a graves (como fraturas múltiplas e traumas expostos).
- Casos de Alta Gravidade (UTI): O estudo detalha que 843 pacientes apresentaram quadros críticos, necessitando de vagas em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) devido a traumatismos cranianos e politraumatismos severos.
- Mortalidade Hospitalar: O reflexo da letalidade aponta que cidades polo concentram as ocorrências. Mossoró lidera o índice de mortes em leitos hospitalares após sinistros (com 58 casos), seguida de perto pela capital, Natal (com 47 casos).
O Perigo sobre Duas Rodas e a Falta de Proteção
O perfil das vítimas no Rio Grande do Norte possui alvos bem definidos. Os motociclistas representam 64% de todos os acidentes registrados, sendo a maioria homens jovens com idade entre 20 e 39 anos.
O fator que mais agrava o nível de ferimentos nas ocorrências do estado é o preocupante desrespeito às leis de segurança. De acordo com o levantamento do LAIS/UFRN, o uso de capacete foi registrado em apenas 50,49% dos atendimentos, evidenciando que metade das vítimas trafegava totalmente desprotegida no momento da colisão.
As autoridades de trânsito reforçam que o avanço nos números exige rigidez na fiscalização e conscientização, principalmente em trechos urbanos periféricos e rodovias estaduais sem sinalização adequada.








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