Abordagem violenta na Cidade das Rosas ocorreu diante da esposa e do filho; escalada criminosa acende alerta para o risco de “favelização” e domínio de facções no RN.
O assassinato do jovem empresário Marcelo Silva de Oliveira, de 29 anos, cujo corpo foi encontrado na tarde desta terça-feira (1º de setembro de 2026) enterrado em uma cova rasa de quatro metros de profundidade em uma granja em Macaíba, expõe o nível de crueldade e audácia alcançado pelas quadrilhas que atuam na Região Metropolitana de Natal. O crime chocou a opinião pública pela violência desmedida e pelo cenário de terror imposto às vítimas.
Marcelo foi covardemente surpreendido na noite do último sábado (29), por volta das 22h, no conjunto Cidade das Rosas, bairro Jardins, em São Gonçalo do Amarante. O empresário, que trabalhava honestamente com o ramo de aluguel de veículos, dava marcha ré para guardar o carro na garagem quando foi interceptado por um Toyota Etios prata. Dois criminosos encapuzados e fortemente armados desceram e iniciaram uma abordagem extremamente agressiva.
Terror em família e ficha limpa
O ato de barbárie ocorreu diante dos olhos de sua esposa e de seu filho, que estavam dentro do veículo e foram forçados a presenciar o chefe da família ser arrancado do banco do motorista sob ameaças de morte. Um terceiro criminoso tentou roubar o outro veículo da residência e cogitou levar a mãe e a criança como reféns, mas desistiu após o sistema de chave por aproximação do automóvel falhar. Familiares e amigos foram categóricos ao afirmar às autoridades que Marcelo não tinha qualquer envolvimento com atividades ilícitas, possuía conduta ilibada e nenhum histórico de inimizades.
O risco de virarmos o Rio de Janeiro
O assassinato de Marcelo não é um fato isolado, mas o ápice de uma visível e assustadora escalada de sequestros, extorsões por Pix e execuções que vem tomando conta do Rio Grande do Norte. O avanço dessas modalidades criminosas de alto impacto acende o sinal vermelho para a segurança pública estadual.
Se as forças policiais e o Governo do Estado não tomarem as rédeas imediatamente, agindo com punição rigorosa, inteligência e asfixia financeira dessas quadrilhas, o Rio Grande do Norte caminha a passos largos para repetir o trágico histórico do Rio de Janeiro. A omissão do Estado no passado permitiu que facções como o Comando Vermelho (CV) se agigantassem, dominassem territórios inteiros e ditassem as regras através do terror. O potiguar exige ordem, justiça e o fim da impunidade antes que seja tarde demais.






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