Categoria suspendeu greve em bancos privados após apenas 24 horas de mobilização; Caixa, Banco do Brasil e BNB mantêm as portas fechadas nesta quarta-feira (9).
O cenário da greve dos bancários no Rio Grande do Norte sofreu uma reviravolta relâmpago. Após iniciarem uma paralisação por tempo indeterminado na manhã desta terça-feira (8), os trabalhadores vinculados aos bancos privados decidiram encerrar o movimento e aceitar o acordo coletivo. No entanto, a mobilização continua por tempo indeterminado nos bancos públicos, mantendo as agências da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil e do Banco do Nordeste (BNB) de portas fechadas.
A decisão de recuar na rede privada foi tomada em assembleia geral liderada pelo Sindicato dos Bancários do RN (SEEB-RN) na noite de ontem, poucas horas após o início oficial dos piquetes.
Por que a greve dos bancos privados foi tão curta?
O Rio Grande do Norte despontou nacionalmente como o único estado do país a deflagrar e manter a greve na rede privada ao longo de toda a terça-feira, alcançando cerca de 80% de adesão. Contudo, a continuidade do movimento ficou inviável de forma isolada.
De acordo com o diretor do sindicato estadual, Marcos Tinôco, a assinatura do acordo nacional proposto pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) foi aceita após as federações ligadas à Contraf-CUT cederem em outras capitais.
“Infelizmente, nós não temos as condições objetivas de continuar uma greve sozinhos, só o Rio Grande do Norte”, lamentou Tinôco, classificando o termo firmado como “rebaixado”.
O acordo ratificado prevê a reposição da inflação somada a 0,6% de ganho real, além da manutenção das regras da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
Braço de ferro continua na Caixa e no Banco do Brasil
Se nos bancos privados as atividades voltaram à normalidade nesta quarta-feira (9), a realidade nas instituições públicas federais é de paralisação total. Os funcionários do Banco do Brasil, Caixa Econômica e BNB rejeitaram em massa as propostas específicas de suas respectivas diretorias.
Eles protestam contra metas de vendas abusivas, adoecimento mental gerado por assédio moral e perda histórica do poder de compra. Novas rodadas de negociação de acordos aditivos ocorrem hoje em Brasília. Até lá, apenas os caixas eletrônicos e os aplicativos digitais seguem operando para o público potiguar.








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