O Supremo Tribunal Federal viveu uma das sessões mais dramáticas e tensas de sua história republicana. O julgamento presencial que avalia o relatório da Polícia Federal envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro foi marcado por gritaria, dedos em riste e duras contestações regimentais entre os magistrados. O ambiente ríspido expôs de forma definitiva o racha ideológico e pessoal que divide os membros da mais alta Corte do país.

O presidente do tribunal, ministro Edson Fachin, enfrentou severas dificuldades para manter a ordem e coordenar o rito de votação, que acabou marcado por três grandes embates diretos na primeira parte da sessão.

Principais Embates no Plenário

A sessão foi marcada por confrontos diretos entre os ministros, com discussões sobre o andamento das investigações e a condução dos processos. O atrito central envolveu Alexandre de Moraes e André Mendonça, que divergiram sobre o julgamento conjunto de ações e o papel da Polícia Federal, com acusações mútuas e contestações severas no microfone. Leituras completas dos diálogos e transcrições detalhadas podem ser conferidas diretamente nas fontes originais citadas.

Em outro momento de alta tensão, Gilmar Mendes e André Mendonça protagonizaram uma discussão ríspida com troca de advertências sobre respeito institucional e a condução dos trabalhos. A presidência também enfrentou resistência regimental quando Edson Fachin e Flávio Dino colidiram devido a apartes não autorizados e debates sobre o regimento interno.

Diante do racha e das declarações de impedimento de ministros como Nunes Marques e Dias Toffoli, o presidente Edson Fachin optou por suspender temporariamente a sessão para tentar reorganizar os trabalhos antes da retomada da votação

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João Batista de Moura

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