O escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante) surpreendeu os bastidores políticos ao antecipar o anúncio de seu apoio oficial ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. Terceiro colocado no primeiro turno com 3,4 milhões de votos (2,89%), Cury pretendia manter a neutralidade inicial até retornar de uma viagem à Europa, mas recalculou a rota nas últimas horas.
Dois fatores principais aceleraram a decisão do ex-presidenciável:
- Rejeição ao PT e Pressão Interna: Interlocutores revelaram que o principal receio de Cury era ter sua imagem vinculada ao Partido dos Trabalhadores. Movimentos recentes de diretórios estaduais do Avante no Nordeste (como Piauí e Bahia) declarando apoio à reeleição de Lula acenderam o alerta no entorno do escritor, que agiu rápido para evitar especulações.
- O Termo de Compromisso: Ao contrário de Lula, que não conseguiu abrir canal direto de diálogo, a campanha de Flávio Bolsonaro agiu rápido. Após uma videoconferência de mais de uma hora, o senador aceitou as exigências programáticas do escritor e assinou o “Termo de Compromisso Público com o Brasil”.
No documento assinado, Flávio aderiu a bandeiras históricas defendidas por Cury, incluindo a reforma constitucional para o fim da reeleição presidencial, a expansão da telemedicina no SUS, a ampliação do ensino técnico de tempo integral e uma agenda voltada ao microempreendedorismo. Cury enfatizou que seu apoio não é um “cheque em branco” e que manterá independência política, sem pleitear cargos em um eventual governo.








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