A mineradora canadense Aura Minerals (AURA33) anunciou a assinatura de um contrato de R$ 612 milhões para assumir o controle direto das frotas de mineração e manutenção em três de suas principais unidades de ouro no Brasil. A megaoperação envolve a incorporação das atividades vinculadas à G3 Construção Pesada, que atuava como prestadora terceirizada nos ativos.
Com a transação, a Aura passa a gerenciar diretamente as frotas, contratos de leasing de maquinários e a força de trabalho dedicada às unidades Almas (TO), Apoena (MT) e Borborema, em Currais Novos (RN). A transição oficial para o modelo de operação própria está agendada para janeiro de 2027.
Os motivos estratégicos e o recorde de produção
O movimento representa um investimento pesado na autonomia do processo de extração da companhia. De acordo com o CEO da Aura, Rodrigo Barbosa, a internalização visa dar maior controle operacional e gerar sinergias logísticas em um momento de franca expansão da produtora no território nacional. A expectativa da diretoria é obter um retorno robusto sobre o capital investido, reduzindo o custo total de sustentação (AISC) em uma média de US$ 150 a US$ 200 por onça de ouro nas três minas a céu aberto.
O anúncio do negócio coincide com um momento histórico para a mineradora. Em relatório de prévia operacional divulgado nesta sexta-feira (9), a Aura registrou uma produção recorde de 95.557 onças equivalentes de ouro (GEO) no terceiro trimestre de 2026. O desempenho foi impulsionado justamente pela unidade Borborema, em Currais Novos, que bateu seu próprio recorde trimestral com 22.842 GEO, um salto impressionante de 60% em relação ao trimestre anterior. A internalização da antiga estrutura da G3 consolida a planta do Seridó como um dos motores mais eficientes do grupo econômico.








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