Médicos que prestam serviços essenciais nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) de importantes hospitais do interior do Rio Grande do Norte aprovaram um indicativo de restrição de atendimentos. A decisão afeta diretamente os plantões do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), em Mossoró, e do Hospital Regional Nelson Inácio dos Santos, em Assú.
De acordo com o Sindicato dos Médicos do RN (Sinmed-RN), os profissionais da empresa terceirizada SAMA estão sem receber os honorários referentes ao mês de maio, acumulando quase cinco meses de pendências. Os meses subsequentes (junho, julho, agosto e setembro) também não possuem previsão exata de quitação.
Tentativa de bloqueio judicial frustrada
A gravidade da situação financeira do estado veio à tona nos últimos dias, quando a Justiça tentou realizar um bloqueio de R$ 7 milhões nas contas do Governo do RN para garantir o repasse às cooperativas e empresas médicas. No entanto, a ordem judicial não foi cumprida porque não havia saldo disponível na conta única do Estado.
O impasse provocou reações imediatas:
- Assembleia Decisiva: O Sinmed-RN convocou uma assembleia geral de urgência para definir o início imediato do plano de contingência e restrição de novos internamentos nas duas UTIs.
- Posicionamento da Sesap: Em pronunciamento, o secretário estadual de Saúde Pública, Alexandre Motta, buscou conter a crise prometendo que o mês de maio será fatiado e pago em quatro parcelas. O secretário negou riscos de calote generalizado e garantiu que repasses administrativos para prestadores de Natal estão sendo regularizados em outubro.
Mesmo com as promessas de parcelamento da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), a categoria mantém-se mobilizada, argumentando que a falta de fluxo regular asfixia o trabalho médico e expõe a risco o atendimento de urgência do Alto Oeste e do Vale do Assú.








Deixe um comentário