Ação conjunta com a FICCO/MG confiscou aeronave e 11 imóveis de luxo; esquema trazia cocaína da Bolívia e do Peru em voos clandestinos.
Uma megaoperação da Polícia Federal, em parceria com a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais (FICCO/MG), movimentou equipes policiais no Rio Grande do Norte e em outros quatro estados (MG, GO, SC e SP). Denominada Operação Bifronte, a ofensiva mirou uma organização criminosa de alta periculosidade especializada no tráfico internacional de drogas e em uma complexa rede de lavagem de capitais.
Ao todo, a Justiça Federal determinou o cumprimento de 46 mandados judiciais, sendo 23 de prisão e 23 de busca e apreensão. O foco central da operação foi a asfixia financeira do grupo. O balanço oficial aponta o bloqueio de até R$ 187 milhões nas contas de 69 pessoas físicas e jurídicas investigadas, além do sequestro de uma aeronave utilizada pelo grupo e de 11 imóveis de luxo.
As investigações apontam que a quadrilha operava um sofisticado sistema de logística para trazer grandes carregamentos de cocaína diretamente da Bolívia e do Peru. A droga entrava no espaço aéreo brasileiro por meio de voos clandestinos que pousavam em pistas abertas no estado de Goiás. A partir dali, o entorpecente era distribuído para grandes centros urbanos e regiões litorâneas do país, incluindo o Nordeste.
Diante da periculosidade dos envolvidos, a operação também acionou a Difusão Vermelha da Interpol para capturar alvos que fugiram para o exterior. Paralelamente, o Ministério Público e o Poder Judiciário autorizaram a transferência imediata das lideranças da organização para presídios federais de segurança máxima, buscando interromper a cadeia de comando de dentro das penitenciárias estaduais.








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