Embora represente 1% do total de casos da doença no Brasil, a falta de informação e o preconceito retardam a busca por exames preventivos entre o público masculino.

A campanha Outubro Rosa é amplamente conhecida pelo seu foco na saúde da mulher, mas médicos e autoridades de saúde fazem um alerta crucial: o câncer de mama também acomete homens. Por possuírem tecido mamário, ainda que em menor quantidade, os homens estão sujeitos ao desenvolvimento de tumores malignos na região do tórax.

De acordo com dados oficiais do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama masculino é uma doença considerada rara, representando cerca de 1% do total de casos registrados no país. No entanto, em termos nominais, o número impressiona: estima-se que surgem mais de 700 novos diagnósticos em homens anualmente no Brasil.

O grande desafio apontado pelos oncologistas não é a agressividade do tumor em si, mas o preconceito e a desinformação. Enquanto as mulheres são estimuladas desde cedo a realizar o autoexame e a mamografia, a imensa maioria dos homens ignora os sinais do próprio corpo. Como consequência direta, mais de 60% dos casos masculinos são descobertos em estágio avançado, o que reduz drasticamente as chances de cura e exige tratamentos mais invasivos, como a mastectomia total e a quimioterapia pesada.

Os principais fatores de risco para o público masculino incluem o envelhecimento (a maioria dos casos ocorre acima dos 60 anos), histórico familiar de câncer de mama em parentes de primeiro grau, mutações genéticas (como no gene BRCA2), além de obesidade, alcoolismo e o uso de hormônios. O principal sintoma é o surgimento de um nódulo endurecido e indolor atrás da aréola, que pode vir acompanhado de descarga papilar (saída de líquido pelo mamilo) ou retração da pele.

A recomendação do INCA e das secretarias de saúde é clara: ao menor sinal de alteração ou caroço na região peitoral, o homem deve deixar o tabu de lado e procurar imediatamente um mastologista ou clínico geral em uma unidade básica de saúde.

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João Batista de Moura

Com formação em Pedagogia, Teologia e Psicanálise, além de MBA em Marketing e Gestão de Pessoas, JB Moura construiu uma trajetória consistente e multidisciplinar voltada à comunicação, ao desenvolvimento humano e à liderança.

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