Tema central no segundo turno contrapõe a defesa da jornada de 40 horas e a busca por equilíbrio fiscal e segurança jurídica para o setor produtivo.
A discussão em torno do fim da escala 6×1 tornou-se um dos eixos estruturais do debate econômico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) nesta reta final de campanha. As propostas protocoladas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e defendidas publicamente revelam visões substancialmente opostas sobre como gerir o mercado de trabalho brasileiro no período de 2027 a 2030.
Confira como cada candidato se posiciona sobre o tema:
🟦 Flávio Bolsonaro (PL): Foco na responsabilidade fiscal e diálogo flexível
O plano de governo de Flávio Bolsonaro aborda a questão trabalhista sob a ótica da eficiência econômica e da preservação de empregos.
- Posicionamento: Defende que qualquer alteração na jornada de trabalho não deve ocorrer de forma impositiva por decreto, a fim de evitar demissões em massa e o sufocamento do comércio. O candidato apoia a realização de acordos diretos, flexíveis e bilaterais entre empresas e colaboradores, garantindo autonomia para ambas as partes.
- Propostas de apoio: Para viabilizar a sustentabilidade das empresas e manter a competitividade nacional, o plano foca em uma ampla agenda de redução de impostos (sobre energia e combustíveis) e no programa “Tesouraço”, que visa enxugar a máquina pública para aliviar os custos sobre quem produz.
🟥 Luiz Inácio Lula da Silva (PT): Transição via manutenção do modelo tradicional
A plataforma governista aposta na intervenção direta do Estado para regulamentar as novas dinâmicas trabalhistas.
- Posicionamento: Defende formalmente a transição imediata para a jornada máxima de 40 horas semanais, estabelecendo o fim da escala 6×1.
- Propostas de apoio: A proposta baseia-se na manutenção do atual arcabouço fiscal e no direcionamento de recursos públicos para investimentos em infraestrutura. Para financiar as políticas sociais e a previdência, o plano foca em uma reforma com tributação progressiva sobre heranças e lucros.








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