Declaração ocorre após a campanha petista formalizar proposta de reciprocidade no fornecimento de dados fiscais e bancários junto ao TSE.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, durante um ato de campanha realizado em Juazeiro (BA) nesta terça-feira (20), que sua presença no último debate do segundo turno, promovido pela TV Globo, está condicionada à abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL). Em discurso direcionado à militância, o candidato à reeleição afirmou que o parlamentar deve assinar o documento autorizando o acesso aos dados para que o confronto ocorra.
“Se ele apresentar um documento autorizando a quebrar o sigilo, vai ter debate, porque senão ele não pode ir ao debate, porque o presidente da República não pode debater com ladrão”, disparou o petista no encerramento do evento.
A fala é um desdobramento do desafio lançado durante o debate na Rede Bandeirantes, no último domingo (18). No mesmo dia do evento na Bahia, terça-feira (20), os advogados da coligação governista protocolaram petições no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disponibilizando os dados de Lula, de sua esposa Rosângela da Silva e de seus filhos, desde que houvesse reciprocidade da família Bolsonaro e de empresas associadas.
Do outro lado, Flávio Bolsonaro ironizou a ofensiva nas redes sociais, afirmando que suas contas estão devidamente declaradas à Receita Federal e questionando a viabilidade de uma quebra de sigilo telefônico de um adversário que declara publicamente não utilizar aparelho celular. O debate da TV Globo está agendado para a próxima sexta-feira (23), dois dias antes do pleito.







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