• Mais que um diploma: Solenidade do IVP em Currais Novos celebra a formação de novos Técnicos em Segurança do Trabalho

    O cenário da formação profissional na região do Seridó viveu um momento de profunda emoção e relevância social. O Instituto Vivaldo Pereira (IVP), em Currais Novos, realizou um Ato de Celebração em Gratidão para marcar a conclusão de mais uma turma do curso Técnico em Segurança do Trabalho. Mais do que uma entrega formal de certificados, o evento simbolizou a consolidação de novas trajetórias de vida e o fortalecimento do mercado técnico regional. 

    A solenidade reuniu mais de 80 formandos que completaram com êxito uma rigorosa jornada de preparação teórica e prática. A partir de agora, esses novos profissionais ingressam em um mercado de trabalho corporativo e industrial cada vez mais focado na prevenção ativa de acidentes, na saúde ocupacional e no cumprimento rígido das normas regulamentadoras federais (como a NR-1). 

    A Força do Exemplo e a Presença do Professor João Batista de Moura
    Um dos grandes destaques da celebração foi a participação especial do Professor João Batista de Moura. Em sua contribuição durante o ato, o educador ressaltou o valor da perseverança, do esforço individual e do papel essencial que as famílias desempenham como rede de apoio ao longo dos estudos. Sua presença reforçou o compromisso do IVP com uma educação que vai além dos livros, focada na ética, no cuidado com o próximo e na responsabilidade de salvar vidas no ambiente de trabalho. 

    A atmosfera de gratidão tomou conta do espaço, lembrando a todos os presentes que por trás de cada diploma entregue existe uma história de noites de estudo, renúncias e superação. Para as dezenas de famílias que acompanharam a caminhada, a noite representou a abertura de novas portas econômicas e profissionais para os jovens e adultos da nossa comunidade. O encerramento deste ciclo marca o início de uma nova e promissora etapa para a segurança do trabalho em nossa região. 

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  • Nascer pobre no RN ainda pesa no futuro.

    SÓ 1,38% CHEGA AOS 10% MAIS RICOS

    O Rio Grande do Norte enfrenta um severo desafio estrutural quando o assunto é igualdade de oportunidades e desenvolvimento humano. Dados oficiais revelados pelo inédito Atlas da Mobilidade Social no Brasil acenderam o sinal de alerta para a economia local: apenas 1,38% das pessoas que nascem nas famílias pertencentes à metade mais pobre do estado conseguem ascender e alcançar o grupo dos 10% mais ricos do país ao atingirem a vida adulta. 

    O levantamento estatístico posiciona o Rio Grande do Norte em uma incômoda marca nacional, figurando como o 8º pior estado brasileiro em capacidade de ascensão social. No sentido inverso da pirâmide, a rigidez da desigualdade econômica fica evidente no indicador de estagnação: 78,92% dos potiguares nascidos em lares de baixa renda permanecem na base ou na metade mais pobre da população ao longo de toda a sua trajetória produtiva. 

    O Peso da Origem Geográfica e Familiar
    Para economistas e sociólogos, o índice de mobilidade social funciona como o termômetro definitivo sobre a eficiência das políticas públicas básicas. O resultado atual demonstra que o ecossistema econômico estadual — que abrange a qualidade da rede pública de ensino, a geração de empregos qualificados, a atração de investimentos privados e o suporte ao empreendedorismo periférico — não tem sido suficiente para permitir que os cidadãos rompam a barreira da vulnerabilidade em que nasceram. 

    A persistência desses números indica que, no cenário norte-rio-grandense contemporâneo, a meritocracia esbarra em fortes travas de infraestrutura e renda. O debate central que se impõe para a gestão pública e para as lideranças empresariais vai muito além do assistencialismo: trata-se de criar mecanismos reais para que a origem geográfica ou o código postal de um recém-nascido deixe de ser o fator determinante para cravar onde ele será capaz de chegar. 

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  • Largada Eleitoral: Campanha presidencial começa neste domingo e candidatos escolhem redutos estratégicos 

    O cenário político nacional entra em sua fase mais aguda. A partir deste domingo, 16 de agosto, a campanha eleitoral de 2026 começa oficialmente em todo o país, encerrando o período de pré-campanha. A legislação da Justiça Eleitoral passa a liberar o pedido explícito de votos, a realização de comícios, carreatas, caminhadas e a distribuição de materiais informativos nas ruas e plataformas digitais. 

    De olho no impacto da largada, as principais lideranças que disputam a Presidência da República traçaram estratégias geográficas específicas. Cada concorrente escolheu abrir a agenda em regiões onde possui forte identidade histórica, capital político consolidado ou alta capacidade de mobilização popular. 

    O Mapa da Estreia dos Presidenciáveis: 

    • Lula (PT): O atual presidente inicia sua jornada em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, berço histórico de sua trajetória política e sindical. 
    • Flávio Bolsonaro (PL): O candidato aposta na simbologia da orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, tradicional ponto de concentração do eleitorado conservador. 
    • Ronaldo Caiado (União): Concentra seu primeiro ato público na região do Entorno do Distrito Federal, visando consolidar sua força no coração do Centro-Oeste. 
    • Romeu Zema (Novo): Vai ao município de Montes Claros, no Norte de Minas Gerais, focando na expansão do seu eleitorado no segundo maior colégio eleitoral do país. 
    • Renan Santos (MBL): Centraliza sua largada na capital de São Paulo, principal polo de atuação de sua base digital e partidária. 

    A partir deste domingo, as estratégias de bastidores dão lugar ao corpo a corpo direto com o cidadão. Começa, de forma oficial, a busca por cada voto que definirá o futuro do Brasil. 

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  • Os motoristas que trafegam frequentemente pela BR-226, no trecho que interliga as regiões do Seridó e Trairi, devem redobrar a atenção. Equipamentos de fiscalização eletrônica de velocidade começaram a ser implantados ao longo da rodovia federal, fruto de ações direcionadas à redução de acidentes em trechos considerados críticos pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

    Os pontos de monitoramento já contam com sinalização vertical regulamentar instalada, alertando para a presença dos radares fixos. O mapeamento inicial aponta duas localizações principais que demandam a redução imediata da velocidade por parte dos condutores:

    • 1º Ponto (Currais Novos): Instalado no sentido Currais Novos / Santa Cruz, posicionado estrategicamente um pouco antes da área onde operam as atividades da mina de ouro regional.
    • 2º Ponto (Santa Cruz): Localizado no KM 125 da BR-226, posicionado na aproximação do perímetro urbano e dos acessos principais da cidade de Santa Cruz.

    Foto: Epinho/Ilziany Carla

    Estrutura Tecnológica dos Equipamentos
    As imagens do local mostram que a estrutura é composta por postes metálicos que dão suporte a câmeras de alta definição instaladas sobre as faixas de rolamento, acompanhadas por caixas de processamento de dados e iluminadores infravermelhos (para permitir a captura de placas e infrações durante o período noturno).

    Os aparelhos realizam a medição de velocidade de forma automática através de sensores físicos instalados no asfalto ou por sensores ópticos nas próprias câmeras. O objetivo da sinalização antecipada é garantir o caráter educativo da medida, forçando a desaceleração nos trechos urbanizados. Dirigir com responsabilidade e respeitar os limites indicados nas placas é fundamental para garantir a segurança coletiva nas estradas do RN.

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  • Como implantar a NR-1 nas empresas: Guia prático para o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais 

    A gestão de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) no Brasil passa por uma profunda transformação cultural e operacional com a consolidação da nova Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). Longe de ser apenas mais uma exigência burocrática, a implantação da NR-1 exige que as empresas abandonem a antiga postura de acumular laudos em gavetas e passem a adotar uma cultura ativa de prevenção por meio do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). 

    O coração da nova NR-1 é o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Esse programa veio para substituir o antigo PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais), trazendo uma abrangência muito maior. Enquanto a regra antiga olhava apenas para riscos físicos, químicos e biológicos, o PGR obriga a empresa a mapear e combater também os riscos ergonômicos (como postura e esforço repetitivo) e os riscos de acidentes (como choques elétricos, quedas e queimaduras). 

    Passo a Passo para uma Implantação de Sucesso: 

    1. Levantamento de Perigos: Realizar uma varredura completa no ambiente de trabalho para identificar tudo o que possa causar danos à saúde do colaborador. 
    2. Avaliação de Riscos: Classificar cada perigo de acordo com a probabilidade de ele acontecer e a gravidade do dano que ele pode causar. Isso gera uma matriz de riscos. 
    3. Inventário de Riscos: Documentar detalhadamente todas as descobertas, descrevendo as funções, os ambientes e os riscos atrelados a eles. 
    4. Plano de Ação: Criar um cronograma com medidas práticas para eliminar, reduzir ou controlar os riscos (como treinamentos, uso de EPIs ou mudanças na estrutura). 

    Facilidades para Micro e Pequenas Empresas
    Um dos pontos mais elogiados da modernização da NR-1 foi a diferenciação por porte de empresa. O Microempreendedor Individual (MEI), a Microempresa (ME) e a Empresa de Pequeno Porte (EPP) com graus de risco 1 e 2 (atividades comerciais e de escritório, por exemplo) que não apresentarem riscos físicos, químicos ou biológicos estão dispensados de elaborar o PGR. Para isso, basta que o empresário faça uma autodeclaração digital de ausência de riscos diretamente no sistema do Governo Federal. 

    A implantação correta da NR-1 vai muito além de evitar multas pesadas da fiscalização do Ministério do Trabalho. Empresas que gerenciam seus riscos reduzem drasticamente o índice de absenteísmo (faltas), evitam processos judiciais trabalhistas, economizam com impostos acidentários e, acima de tudo, protegem o seu maior patrimônio: a vida e a integridade de seus colaboradores. 

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  • Guia Prático: Como estruturar a Redação do ENEM sem complicação 

    Para alcançar a nota máxima na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), o candidato precisa dominar o esqueleto do texto dissertativo-argumentativo. Uma estrutura bem definida funciona como um mapa que guia os avaliadores. Veja o passo a passo resumido: 

    1. Introdução: O Cartão de Visitas
      É o parágrafo onde o tema é apresentado através de um repertório sociocultural (um livro, um fato histórico ou a própria Constituição). Logo em seguida, o aluno deve demarcar sua tese e apontar duas causas centrais para o problema (os chamados Argumento 1 e Argumento 2).
      Dica de escrita: Para tornar o texto mais forte e formal, evite o uso excessivo de verbos de ligação e estagnação, como “ser” e “estar”, na abertura das teses. Prefira verbos de ação que denotem análise profunda (ex: “perpetua”, “evidencia”, “fomenta”). 
    2. Desenvolvimento (D1 e D2): O Coração da Argumentação
      Dividido em dois parágrafos, o desenvolvimento serve para debater as causas apontadas na introdução. Cada parágrafo deve conter: 
    • Tópico Frasal: Uma frase curta que introduz a ideia principal. 
    • Repertório: Um dado, citação filosófica ou sociológica para dar autoridade. 
    • Produtividade/Argumentação: A explicação de como aquele repertório se conecta com o problema real do tema. 
    1. Conclusão: A Solução Prática
      A conclusão do ENEM possui um formato único e rígido. O estudante precisa apresentar uma Proposta de Intervenção que respeite os direitos humanos e contenha cinco elementos obrigatórios, respondendo claramente: Quem fará? (Agente), O que fará? (Ação), Como fará? (Meio/Modo), Para que fará? (Efeito) e uma explicação detalhada de um desses itens (Detalhamento). 

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  • Cidade do RN disputa com grandes polos nacionais a instalação de supercomputador de IA de R$ 1,8 bilhão 

    O Rio Grande do Norte entrou de cabeça na disputa para sediar um dos projetos tecnológicos mais ambiciosos da história recente do país. A cidade de Macaíba, localizada na Região Metropolitana de Natal, foi a escolhida pelo Governo do Estado para concorrer ao direito de receber o novo supercomputador e centro de processamento de dados do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), iniciativa estratégica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

    A infraestrutura sob disputa é monumental: o equipamento está avaliado em cerca de R$ 1,8 bilhão, projetado para operar com aproximadamente 5 mil GPUs de última geração e custo de manutenção estimado em US$ 50 milhões por ano. Caso a proposta potiguar seja escolhida pelo Governo Federal, o supercomputador será instalado no Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo (PAX). A expectativa é que o maquinário figure entre os dez mais potentes do mundo na área de economia digital.

    A Batalha de Gigantes contra o Sudeste e Sul
    Macaíba não está sozinha nessa corrida de alta relevância geopolítica e científica. Para garantir o investimento bilionário, o Rio Grande do Norte trava uma disputa contra concorrentes de peso:

    • Petrópolis (RJ): Conta com a tradição técnica do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), mas enfrenta gargalos devido ao alto custo da energia elétrica local. 
    • Rio de Janeiro (RJ): O prefeito Eduardo Paes propôs integrar o maquinário ao Polo de Inteligência Artificial da capital, prometendo construir uma usina solar dedicada de 10 megawatts. 
    • Foz do Iguaçu (PR): Corre por fora amparada na possibilidade de conexão direta com as turbinas da Usina Binacional de Itaipu para baratear custos. 
    • Campinas e São José dos Campos (SP): Apoiam-se no maior ecossistema de pesquisa e desenvolvimento do país, incluindo a forte infraestrutura da Unicamp. 

    Os Trunfos de Macaíba: Sustentabilidade e o “Bônus Verde”
    Apesar do tamanho dos concorrentes, a articulação potiguar — defendida ativamente pela governadora Fátima Bezerra junto à ministra Luciana Santos — possui um diferencial decisivo que agrada aos técnicos federais: a matriz energética. Os centros de dados de Inteligência Artificial consomem volumes colossais de eletricidade e água para resfriamento.

    Nesse ponto, o Rio Grande do Norte se sobressai como o maior produtor de energia eólica e limpa do país, oferecendo segurança de fornecimento com baixa emissão de carbono e custos operacionais reduzidos. Secretários de Desenvolvimento Econômico estimam que operar o supercomputador a partir da matriz renovável do RN pode gerar uma economia de até R$ 600 milhões em dez anos frente aos concorrentes.

    O veredito final do MCTI é esperado para as próximas semanas. Se confirmada para Macaíba, a conquista transformará definitivamente o RN em um polo internacional de atração de investimentos corporativos de tecnologia e desenvolvimento de alto desempenho.

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  • Encurralado na Guerra Comercial: EUA acusam Brasil de tramar com a China para driblar tarifas.

    O cenário econômico internacional colocou o Brasil no epicentro da maior disputa comercial do século. Um relatório oficial divulgado pela Casa Branca aponta o governo brasileiro e mais 40 nações como facilitadores de um esquema global de “transbordo ilegal” (transshipment) projetado para burlar as pesadas tarifas alfandegárias de 50% impostas por Washington contra produtos da China.

    No documento, intitulado “O Grande Esquema do Transbordo”, a gestão de Donald Trump classifica o Brasil como uma “plataforma regional de produção e logística de maior porte”. O argumento do governo americano é que, devido às brutais diferenças de alíquotas entre os países, indústrias e exportadores estariam operando uma triangulação: mercadorias ou componentes produzidos originalmente em solo chinês entram no Brasil, passam por pequenas maquiagens ou montagens e são reexportados para os Estados Unidos com a etiqueta de “Made in Brazil”, escapando da taxação integral de Pequim.

    A Fronteira sob Suspeita e a Resposta com IA
    Segundo Peter Navarro, assessor econômico da Casa Branca, os desvios globais desse mecanismo geram prejuízos estimados entre US$ 40 bilhões e US$ 300 bilhões por ano aos cofres americanos. Para contra-atacar, a Alfândega dos EUA (CBP) iniciou o uso do programa de inteligência artificial “AI Detective Border”, capaz de rastrear retroativamente a cadeia produtiva. Caso fraudes de origem sejam confirmadas em cargas vindas do Brasil, as penalidades e multas serão aplicadas de forma pesada.

    O Xadrez na OMC: A Aliança Indesejada com Pequim
    O Brasil nega irregularidades e se vê em uma posição extremamente delicada. No fim de julho, o governo brasileiro acionou formalmente o sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar as suas próprias dores: o tarifaço de até 37,5% imposto por Trump contra produtos genuinamente nacionais (sob justificativas que incluem investigações sobre o PIX, etanol e suspeitas de trabalho forçado).

    O movimento que irritou profundamente os norte-americanos ocorreu nesta semana, quando a China pediu adesão formal para participar e apoiar o processo do Brasil na OMC contra os EUA. O país asiático declarou ter “interesse comercial substancial” na briga, já que o cerco americano afeta as suas cadeias globais de suprimentos.

    Embora o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) tente tratar a questão estritamente sob a ótica técnica e busque mercados alternativos para as 5,6 mil empresas afetadas pelas sanções de Washington, o alinhamento de interesses com a China na OMC carimbou o passaporte do Brasil na lista de alto risco de Washington. O país agora precisa calibrar sua diplomacia para não perder o mercado norte-americano sem sufocar os fortes investimentos chineses que sustentam setores vitais da economia nacional.

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  • Ministério da Saúde reduz prazo de doação de sangue para quem tem nova tatuagem ou piercing

    O Ministério da Saúde publicou a Portaria GM/MS nº 11.685/2026, atualizando as regras e flexibilizando os critérios de aptidão para a doação de sangue no Brasil. A mudança mais aguardada atinge diretamente o público jovem e os adeptos de modificações corporais: a partir do dia 30 de setembro de 2026, o tempo de carência para quem fez tatuagem, micropigmentação, maquiagem definitiva ou colocou piercing cairá para apenas 7 dias.

    Atualmente, qualquer pessoa que realiza esses procedimentos precisa aguardar um período que varia de 6 a 12 meses antes de poder realizar uma doação de sangue. Com a nova legislação, a redução para uma semana só será aplicada se o candidato comprovar que o procedimento foi feito em um estabelecimento regularizado e dotado de alvará sanitário vigente. Caso não seja possível verificar as condições de segurança do local, o prazo de carência cai de um ano para quatro meses.

    Exceções Técnicas e Tecnológicas
    A redução, contudo, possui restrições para perfurações específicas. No caso de piercings aplicados na cavidade oral (boca) ou na região genital — áreas com mucosa e estatisticamente consideradas de maior risco permanente de infecção —, a carência passa a ser de quatro meses fixos, contados a partir da data de retirada definitiva do acessório.

    Essa modernização das normas só foi viável devido aos avanços tecnológicos nos laboratórios públicos. O Brasil tornou-se a primeira nação do mundo a implementar obrigatoriamente em 100% das triagens o teste nacional NAT Plus, desenvolvido por Bio-Manguinhos/Fiocruz. O exame identifica com extrema precisão o vírus HIV, as hepatites B e C, e agora também rastreia o parasita causador da malária diretamente nas bolsas coletadas, encurtando a chamada janela imunológica.

    A Importância da Doação em Números no Brasil
    A reformulação das regras tem um objetivo central: atrair novos perfis de doadores e oxigenar os estoques dos hemocentros, que frequentemente operam em níveis críticos em várias regiões do país.

    De acordo com dados oficiais divulgados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o Brasil registrou um total de 3.264.138 coletas de sangue em seu último balanço consolidado, alcançando uma média de 15,29 doações para cada grupo de mil habitantes. Embora o índice represente uma recuperação gradual após a severa baixa sofrida durante os anos de pandemia, a taxa geral ainda preocupa as autoridades sanitárias. Atualmente, apenas cerca de 1,5% a 1,6% da população brasileira é doadora ativa de sangue.

    Considerando que uma única bolsa de sangue coletada pode salvar a vida de até quatro pacientes que passam por cirurgias eletivas, tratamentos oncológicos ou atendimentos de urgência, a ampliação dos critérios de aptidão é vista como um passo essencial para garantir o abastecimento contínuo de toda a rede hospitalar.

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  • Uma operação conjunta da Polícia Civil da Paraíba e do Rio Grande do Norte resultou na captura de Bianca Fernanda da Cruz, de 46 anos. A mulher integrava a lista oficial das dez pessoas mais procuradas e de alta periculosidade do território potiguar. A prisão ocorreu na praia de Jacumã, localizada no município de Conde, Litoral Sul paraibano, onde a foragida se escondia há aproximadamente dois anos.

    Bianca estava com mandado de prisão preventiva em aberto e já possui condenações definitivas pelos crimes de tráfico de entorpecentes, associação para o tráfico, receptação e posse ilegal de arma de fogo. Além disso, as investigações apontam que ela vinha sendo monitorada por suposto envolvimento em fraudes e estelionato.

    Desdobramentos e Cooperação Policial
    De acordo com o delegado Bruno Victor Germano, da Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF) da capital paraibana, a ação foi consolidada após um minucioso trabalho de inteligência geográfica e compartilhamento de dados entre as forças de segurança dos dois estados vizinhos. O monitoramento contínuo permitiu mapear a rotina da investigada na região litorânea até o momento da abordagem.

    Durante o cumprimento do mandado, os policiais civis também prenderam o companheiro de Bianca, um cidadão de nacionalidade francesa. Contra ele constava uma ordem de prisão por condenação relacionada ao crime de tráfico internacional de drogas. Ambos os detidos foram encaminhados para a delegacia de plantão na Paraíba para a realização dos procedimentos cabíveis e, posteriormente, serão colocados à disposição do sistema prisional para o cumprimento de suas respectivas penas jurídicas.

    Leia mais →: Uma das dez criminosas mais procuradas do RN é presa em praia no Litoral Sul da Paraíba.

João Batista de Moura

Com formação em Pedagogia, Teologia e Psicanálise, além de MBA em Marketing e Gestão de Pessoas, JB Moura construiu uma trajetória consistente e multidisciplinar voltada à comunicação, ao desenvolvimento humano e à liderança.

São mais de 20 anos dedicados à comunicação no Seridó e no Rio Grande do Norte, com atuação consolidada no jornalismo e no rádio, sempre marcada pela credibilidade, clareza e compromisso com a informação de interesse público. Sua comunicação se destaca pela responsabilidade editorial e pela capacidade de traduzir temas relevantes de forma acessível e impactante.

Mais do que informar, JB Moura comunica propósito. Em suas palestras e no Minuto Esperança, une conhecimento, fé e experiência para transmitir mensagens que despertam consciência, fortalecem valores e oferecem direção, impactando vidas com profundidade e esperança.

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