• Queda de braço em Natal: Professores mantêm greve na rede municipal mesmo após ordem judicial de suspensão.

    O impasse na educação pública da capital potiguar atingiu o seu nível mais crítico. Reunidos em assembleia geral, os professores e educadores infantis da rede municipal de Natal decidiram, por unanimidade, dar continuidade à greve iniciada no dia 6 de agosto. A deliberação da categoria ocorre em flagrante desafio à decisão liminar do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), que havia determinado a suspensão imediata do movimento paredista sob pena de pesadas sanções financeiras. 

    A determinação judicial, expedida pelo desembargador Glauber Rêgo, estipulava o retorno integral dos profissionais às salas de aula no prazo de 24 horas, além de fixar uma multa diária de R$ 10 mil ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do RN (Sinte-RN) em caso de descumprimento. A Prefeitura de Natal recorreu à Justiça alegando que a paralisação foi deflagrada sem a apresentação prévia de um plano de contingenciamento para garantir o funcionamento de serviços essenciais, prejudicando mais de 51 mil estudantes matriculados nas 147 unidades de ensino da capital. 

    A Justificativa do Sindicato e o Fator Salarial
    Mesmo ciente dos riscos jurídicos e da multa imposta — a qual a direção do sindicato afirmou que assumirá —, a categoria justificou que o movimento é legítimo e atende aos requisitos constitucionais do direito de greve. De acordo com o Sinte-RN, a judicialização por parte do município não anula a necessidade de uma contraproposta concreta para a pauta de reivindicações. 

    No centro da disputa financeira está a cobrança por uma recomposição salarial adicional de 4,6% para o ano de 2026, com o objetivo de alcançar 10% de reajuste total. A categoria também exige a unificação das carreiras, isonomia salarial entre os profissionais e melhorias urgentes na infraestrutura física e nas condições de trabalho dentro das escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). 

    O Posicionamento da Gestão Municipal
    Por outro lado, a Secretaria Municipal de Educação (SME) e a prefeitura sustentam que mantêm uma mesa permanente de negociação e vêm cumprindo rigorosamente os limites orçamentários. O município destaca que aplicou em março o aumento de 5,4% relativo ao piso nacional do magistério e iniciou o pagamento parcelado dos retroativos de 2025 e 2026. 

    Enquanto a queda de braço continua, cresce a preocupação das famílias com o cumprimento dos 200 dias letivos exigidos pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). O sindicato informou que buscará uma audiência direta de conciliação com o desembargador relator para tentar reverter a liminar e mediar um acordo com a prefeitura, mas confirmou que novos atos públicos e caminhadas seguirão ocorrendo em frente ao Palácio Felipe Camarão. 

    Leia mais →: Queda de braço em Natal: Professores mantêm greve na rede municipal mesmo após ordem judicial de suspensão.
  • “Nosso futuro é Suíça”: PF intercepta mensagens de Lulinha com lobista investigada e expõe planos de mudança

    Diálogos revelam articulações diretas no gabinete presidencial e o desejo mútuo de deixar o Brasil; defesa de Fábio Luís critica vazamento de dados sigilosos.

    Por Redação
    Currais Novos/RN — 17 de agosto de 2026

    A Polícia Federal (PF) anexou novos relatórios contendo o teor de mensagens de texto trocadas entre o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e a lobista Roberta Luchsinger. Os diálogos obtidos revelam que ambos tratavam de forma explícita sobre a intermediação de negócios particulares e articulações diretas junto ao núcleo duro do gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Contudo, o ponto que gerou maior repercussão de bastidores foi o teor de um diálogo interceptado no qual Roberta afirma textualmente a Lulinha que ambos operavam em um “nível diferenciado” e que o futuro de ambos seria residir na Suíça.

    A rotina de lobby e as reuniões em Brasília

    As investigações e áudios que integram o inquérito policial apontam que Lulinha mantinha forte intimidade com a rotina e com o imóvel mantido pela lobista em Brasília, atuando como peça-chave para facilitar o acesso de empresas privadas a autoridades públicas. Nas mensagens escritas, o filho mais velho do presidente detalha e coordena sua participação em reuniões com assessores de peso da Presidência, como Marco Aurélio Santana Ribeiro (conhecido como “Marcola”), e Swendenberg Barbosa (“Berg”), então secretário-geral do Ministério da Saúde.

    O cerco em torno de Lulinha aumentou consideravelmente nos últimos meses. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, autorizou a abertura de um terceiro inquérito policial contra o empresário. Os procedimentos apuram se o grupo utilizou a proximidade familiar para chancelar contratos públicos fraudulentos na Dataprev e no Datasus, operando desvios na base de dados e nos recursos de aposentadorias de pensionistas do INSS.

    Evasão e as reações jurídicas

    O relatório da Polícia Federal aponta forte suspeita de que os planos de transferência para o exterior possuam o objetivo de evasão do país para escapar da aplicação da lei penal brasileira. Vale destacar que Lulinha já havia se mudado temporariamente para Madri, na Espanha, levantando manifestações de partidos e defesas técnicas. Em virtude das novas conversas sobre a Suíça, advogados chegaram a protocolar no STF pedidos de prisão preventiva para assegurar o andamento das investigações e barrar uma eventual fuga definitiva.

    Em nota oficial enviada à imprensa, a defesa técnica de Fábio Luís Lula da Silva, liderada pelo advogado Roberto Podval, classificou a divulgação das mensagens como um “recorte seletivo e criminoso” de dados que violam o dever de sigilo funcional. A defesa reafirmou a inocência de Lulinha e apontou que a instrumentalização midiática do caso possui estritamente interesses de cunho político e eleitoral.

    O presidente Lula também se manifestou publicamente sobre o caso, afirmando que conversou com o filho sobre as investigações e que, caso qualquer culpa ou ilicitude seja legalmente provada, ele pagará e responderá perante as instâncias formais da Justiça, sem direito a qualquer tipo de privilégio institucional.

    Leia mais →: “Nosso futuro é Suíça”: PF intercepta mensagens de Lulinha com lobista investigada e expõe planos de mudança
  • Atos públicos marcam o início oficial da corrida eleitoral no RN; principais chapas demonstram movimentação no interior e na capital.

    Por Redação
    Currais Novos/RN — 17 de agosto de 2026

    O cenário político do Rio Grande do Norte entrou oficialmente na fase de maior intensidade. Com o início do período de propaganda eleitoral permitida pelas ruas e redes sociais, os principais grupos políticos iniciaram seus atos públicos de lançamento de campanha. As mobilizações marcam o início da corrida pelo Governo do Estado entre as principais coalizões que disputam o voto de mais de 2,6 milhões de potiguares.

    Neste início de caminhada, o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos), está entre os candidatos que lançaram suas campanhas com atos.

    As forças políticas e as alianças

    A candidatura de Álvaro Dias conta com uma aliança que inclui o PSDB estadual, liderado pelo presidente da Assembleia Legislativa do RN, Ezequiel Ferreira. A chapa também é composta por Babá Pereira (PL) como vice-governador.

    Locais de campanha e mobilização

    Os comitês de campanha divulgaram cronogramas de visitas e eventos:

    • Movimentação na Capital e Grande Natal: Candidatos realizaram atividades em zonas da capital e em Parnamirim.
    • Agenda no Interior: Chapas programaram passagens por cidades do interior do estado, com eventos previstos em locais como Mossoró, Caicó, Currais Novos e Pau dos Ferros.

    O cenário dos adversários

    Outros candidatos também iniciaram suas campanhas. O atual prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), organizou atos. O candidato Carlos Eduardo Xavier, o “Cadu” (PT), realizou comícios.

    Para mais informações sobre as campanhas, consulte fontes oficiais e notícias de cobertura eleitoral.

    Leia mais →: Arrancada das Urnas: O resumo do início da campanha política de 2026 e o cenário das forças políticas.
  • Sinal de alerta na saúde: Surto de sarampo acende debate sobre o perigo da baixa cobertura vacinal.

    Doença altamente infecciosa, que pode evoluir para casos graves e óbitos, exige mobilização das famílias para atualizar a caderneta de vacinação.

    Por Redação
    Currais Novos/RN — 17 de agosto de 2026

    O avanço recente de notificações associadas ao sarampo em diferentes regiões do país colocou as autoridades de saúde pública e os comitês de monitoramento epidemiológico em estado de atenção máxima. Considerada uma das doenças mais contagiosas conhecidas pela medicina moderna, o sarampo — que havia sido erradicado no Brasil em períodos passados — volta a registrar surtos localizados. O principal gatilho para o retorno do vírus é a queda sistemática nos índices de cobertura vacinal observada nos últimos anos.

    Secretarias de saúde de estados e municípios reforçam que a única barreira de proteção capaz de bloquear a circulação do vírus e evitar o desabastecimento de leitos hospitalares é a imunização em massa da população, especialmente na primeira infância.

    O perigo real da doença: Muito além de manchas vermelhas

    Ao contrário do que o imaginário popular costuma classificar, o sarampo não se resume a uma virose comum com febre e erupções cutâneas. Trata-se de uma patologia grave, transmitida de forma direta e aérea por meio de gotículas de saliva, tosse ou espirros. O vírus tem a capacidade de permanecer suspenso no ar em ambientes fechados por horas.

    Os sintomas iniciais incluem febre alta (acima de 38,5°C), tosse persistente, coriza, conjuntivite (olhos vermelhos e lacrimejantes) e as características manchas avermelhadas que se espalham pelo corpo (exantema). O verdadeiro perigo, no entanto, reside nas complicações severas que a infecção pode desencadear:

    • Ataque ao Sistema Respiratório: O sarampo pode evoluir rapidamente para quadros de pneumonia grave, sendo a principal causa de óbito em crianças de baixa idade.
    • Infecções de Ouvido: Casos de otite aguda severa que podem resultar em perda auditiva permanente.
    • Encefalite: Uma inflamação perigosa no cérebro que atinge cerca de 1 em cada 1.000 crianças infectadas, podendo deixar sequelas neurológicas graves ou levar à morte.
    • Cegueira e Desnutrição: Complicações sistêmicas severas em organismos já debilitados ou com imunidade comprometida.

    A vacina: A única arma de prevenção eficaz

    A medicina reforça de forma categórica: não existe tratamento específico contra o vírus do sarampo. Uma vez infectado, o paciente recebe apenas cuidados paliativos para aliviar os sintomas e tratar as infecções secundárias. A única forma de prevenção existente é a vacinação.

    A proteção é garantida através da vacina Tríplice Viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) ou da Tetravíplice (que inclui também a proteção contra a varicela/catapora). O Ministério da Saúde preconiza o seguinte esquema vacinal padrão para garantir a imunidade permanente:

    1. 1ª Dose: Aplicada rigorosamente aos 12 meses de idade.
    2. 2ª Dose: Aplicada aos 15 meses de idade (geralmente com a vacina tetravíplice).

    Adultos de até 29 anos que não possuem comprovação de vacinação na caderneta devem receber duas doses com intervalo de 30 dias. Já pessoas entre 30 e 59 anos que nunca foram imunizadas precisam tomar pelo menos uma dose única. As doses estão disponíveis de forma totalmente gratuita em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Currais Novos e do Seridó, bastando apresentar o cartão de vacina e o documento de identificação. Atualizar a caderneta é um ato de responsabilidade individual e coletiva para proteger quem amamos.

    Leia mais →: Sinal de alerta na saúde: Surto de sarampo acende debate sobre o perigo da baixa cobertura vacinal.
  • Capital do Boné: A força da indústria têxtil que costura o orgulho e o faturamento de R$ 190 milhões de Serra Negra do Norte.

    Com produção que atinge 1 milhão de peças por mês, o setor boneleiro do sertão potiguar sustenta milhares de empregos e atrai os olhos do mercado nacional.

    Por Redação
    Currais Novos/RN — 17 de agosto de 2026

    O Seridó norte-rio-grandense é uma terra de vocações plurais, onde a criatividade e a resiliência do povo transformam o interior do estado em polos de relevância nacional.

    Se Currais Novos reluz com o ouro de suas profundezas, o município de Serra Negra do Norte brilha no topo das cabeças de milhões de brasileiros e parceiros comerciais de peso global. Consolidada como o principal polo do estado, a cidade de apenas 8 mil habitantes transformou pequenas oficinas em um robusto ecossistema de bonelaria que movimenta mais de R$ 190 milhões por ano.

    O que começou há décadas como uma alternativa econômica modesta converteu-se, em 2026, em uma engrenagem acelerada. O município reúne atualmente 50 fábricas estruturadas e mais de 500 vendedores ativos que percorrem o país. Juntos, eles sustentam uma produção massiva de 1 milhão de peças por mês, entre bonés personalizados, viseiras, chapéus e bolsas, abastecendo desde o mercado corporativo até gigantes multinacionais como Coca-Cola, Toyota e XP.

    O motor econômico: R$ 11 milhões por mês e 1.600 empregos diretos

    O impacto social da indústria de bonés em Serra Negra do Norte vai muito além da confecção dos acessórios. O setor é a principal fonte de sustento local, sendo responsável por manter cerca de 1.600 empregos diretos permanentes nas linhas de montagem e um total estimado de até 4.000 postos de trabalho diretos e indiretos ao somar toda a cadeia produtiva da região do Seridó.

    A engrenagem financeira revela números impressionantes:

    • Faturamento Fabril: Somente as indústrias instaladas na cidade faturam, de forma combinada, R$ 11 milhões por mês, o que projeta um montante de R$ 132 milhões ao ano injetados diretamente na produção.
    • Circulação de Renda: Quando entram no balanço a atividade dos representantes comerciais, os fornecedores de insumos (abas, tecidos e aviamentos) e a folha salarial dos costureiros e bordadores, a movimentação econômica local salta para a casa dos R$ 190 milhões anuais. Esses recursos irrigam imediatamente o varejo, postos de combustíveis e serviços do município.

    Um sentimento costurado com orgulho

    Para o seridoense, o boné não é apenas um produto manufaturado; é um símbolo de identidade cultural e orgulho regional. A visibilidade alcançada pelo setor ficou em evidência com a recente realização da 2ª edição da feira Boné Brasil, evento nacional que movimentou rodadas de negócios de tecnologia, inteligência artificial e inovação no sertão potiguar.

    Para proteger essa riqueza, o polo lançou oficialmente o Selo Boné Brasil, uma certificação inédita criada para aumentar a segurança jurídica nas transações, combater fraudes de falsos representantes e chancelar a qualidade do acabamento seridoense para novos nichos e mercados de exportação. Serra Negra do Norte mostra ao Brasil que a força do sertão vem do trabalho técnico e da capacidade de reinventar a economia através de fios, agulhas e muito suor.

    Leia mais →: Capital do Boné: A força da indústria têxtil que costura o orgulho e o faturamento de R$ 190 milhões de Serra Negra do Norte.
  • O ouro que reluz vem do Seridó: Como a mineração está transformando o futuro de Currais Novos

    Impulsionado pelo projeto Aura Borborema, o Rio Grande do Norte alcança o posto de 6ª maior potência mineral de ouro do país, injetando empregos, renda e milhões em royalties na economia local.

    Por Redação
    Currais Novos/RN — 17 de agosto de 2026

    O solo do Seridó, historicamente conhecido por sua riqueza mineral e pela força de seu povo, volta a brilhar intensamente no cenário econômico nacional. O avanço consolidado do projeto Aura Borborema, capitaneado pela mineradora Aura Minerals em Currais Novos, operou uma verdadeira metamorfose no perfil socioeconômico da região. Com a produção em larga escala, o metal precioso fez o Rio Grande do Norte exportar US$ 157,5 milhões em ouro apenas no primeiro semestre de 2026, conquistando a histórica marca de 6ª maior potência na exportação de ouro do Brasil.

    Mais do que um título estatístico ou o orgulho de ver a “Manchester do Seridó” liderar a vanguarda mineral do Nordeste, essa conquista representa uma virada de chave para milhares de famílias locais. O ouro que reluz nas profundezas da nossa terra está se transformando, na superfície, em oportunidades reais, dignidade e desenvolvimento sustentável.

    A engrenagem econômica: 2.000 empregos diretos

    O impacto mais imediato e visível do projeto Borborema está na geração massiva de empregos qualificados. Atualmente, a instalação e operação da mina de ouro em Currais Novos sustentam 2.000 empregos diretos, sem contar as centenas de postos de trabalho indiretos criados na cadeia de fornecedores regionais. Desde a fase de construção, a mineradora priorizou a absorção e a qualificação da mão de obra local.

    Essa injeção de capital gera um efeito cascata poderoso: o salário que entra no bolso do trabalhador da mineração circula diretamente nos supermercados, farmácias, lojas de confecções e prestadores de serviços da cidade.

    Retorno em impostos: A fatia de Currais Novos

    Além do aquecimento do comércio, o projeto provocou um salto histórico na arrecadação pública por meio da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), que funciona como os royalties da mineração. De acordo com a legislação federal, a arrecadação da CFEM é distribuída destinando 65% do bolo tributário diretamente ao município produtor.

    Com a arrancada da produção de ouro, o Rio Grande do Norte chegou a registrar arrecadações milionárias com royalties da mineração. Desse montante global arrecadado com as taxas do setor, só o município de Currais Novos concentrou R$ 6,9 milhões em repasses de royalties, consolidando a maior fatia financeira de compensação mineral de todo o estado.

    Por lei, esses recursos carimbados que entram no caixa da Prefeitura de Currais Novos devem ser obrigatoriamente aplicados em melhorias estruturais, como saúde, educação e infraestrutura urbana, sendo proibido o uso para pagamento de salários de servidores ou quitação de dívidas públicas.

    O horizonte de um novo Seridó

    Se no passado Currais Novos viveu os anos dourados da exploração da xelita na Mina Brejuí, o ano de 2026 marca o início de uma nova era dourada, literalmente. A consolidação da extração de ouro eleva a autoestima da população e coloca a região geopoliticamente em destaque.

    O ouro do Seridó não reluz apenas nas bolsas de valores; ele brilha no sorriso do trabalhador que conquistou sua carteira assinada, no comerciante que viu suas vendas crescerem e na certeza de que a nossa terra continua sendo um solo fértil de prosperidade e futuro para as próximas gerações.

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  • Crise no Varejo: Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial de R$ 17,3 bilhões e fecha 4 lojas no RN.

    Com prejuízo recorde e asfixia por juros altos, rede encerra 298 filiais no país e projeta até 3 mil demissões; unidades em Natal, Mossoró e Caicó foram desativadas definitivamente.

    Por Redação
    Natal, 17 de agosto de 2026

    O cenário do comércio varejista brasileiro sofreu o seu abalo mais profundo do ano. O Grupo Casas Bahia protocolou oficialmente um pedido de recuperação judicial em caráter de urgência na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. A petição revela que a gigante do varejo acumula um passivo total de R$ 17,3 bilhões, após o fracasso de uma captação internacional de recursos e a falta de alternativas imediatas de liquidez financeira.

    O diagnóstico financeiro apresentado pela companhia expõe uma situação crítica: a Casas Bahia reportou um prejuízo líquido contábil de R$ 10,1 bilhões, inflado por ajustes em projeções de lucros tributáveis futuros e provisões de risco.

    Para tentar estancar a sangria no caixa e evitar a falência definitiva, a empresa colocou em prática um plano drástico de corte de custos que resultou no fechamento de 298 lojas físicas em todo o Brasil — o que representa a desativação de 28,7% de toda a sua rede nacional.

    O tamanho do corte de pessoal

    A onda de encerramentos gerou um forte impacto social com o desligamento em massa de colaboradores. Nas primeiras 48 horas da ação, 1.900 funcionários foram demitidos de uma só vez em território nacional. Os relatórios de Recursos Humanos da companhia indicam que, após a conclusão de todas as rescisões trabalhistas e fechamentos programados, o total de demissões deve atingir a marca de 3.000 trabalhadores desempregados pelo país.

    O Impacto no Rio Grande do Norte: Retirada de Praças Estratégicas

    A desativação de filiais atingiu em cheio a economia potiguar. Como parte do plano de reestruturação, o Rio Grande do Norte teve 4 unidades estratégicas desativadas de forma permanente, alterando a dinâmica de tradicionais centros comerciais e shoppings do estado e extinguindo postos de trabalho locais:

    • Em Natal: O grupo encerrou as atividades de três de suas principais agências: as unidades localizadas no Midway Mall, no Partage Norte Shopping e a filial de rua na Avenida Engenheiro Roberto Freire (Capim Macio).
    • No Interior: O plano de cortes atingiu as duas principais regiões de convergência econômica fora da capital. Em Mossoró, foi fechada a loja do Partage Shopping Mossoró. No Seridó, a Casas Bahia encerrou sua operação física no município de Caicó, consolidando a saída da marca das principais vitrines do interior potiguar.

    Por que o gigante do varejo balançou?

    Especialistas de mercado apontam que a Casas Bahia e outras concorrentes do setor enfrentam os reflexos de uma “tempestade perfeita” na macroeconomia. O fator mais determinante foi o longo período de juros reais elevados (taxa Selic mantida a 14% ao ano).

    O varejo de eletrodomésticos e móveis é historicamente o mais sensível aos juros altos, pois depende diretamente do crediário e do parcelamento a longo prazo. Com o crédito mais caro e as famílias brasileiras fortemente endividadas, o poder de compra despencou. Somado a isso, a forte migração dos consumidores para plataformas de e-commerce internacionais e canais digitais agressivos esvaziou os pontos físicos tradicionais.

    O que acontece com o consumidor e os carnês ativos?

    Apesar da gravidade do processo judicial, a diretoria do grupo informou em fato relevante que as operações comerciais da Casas Bahia continuarão funcionando normalmente. A recuperação judicial não significa a falência da empresa, mas sim um mecanismo de proteção para congelar as cobranças de dívidas com os grandes bancos e ganhar prazo para negociar os pagamentos enquanto a operação tenta se reestruturar.

    Desta forma, os sites, aplicativos e as lojas físicas remanescentes pelo país seguirão atendendo. Para os clientes do Rio Grande do Norte que possuem mercadorias pendentes de entrega ou que pagam mensalmente as parcelas dos tradicionais carnês, a orientação da empresa é que todo o atendimento e a quitação das faturas sejam centralizados diretamente através dos canais digitais oficiais da marca, que continuam operando sem interrupções.

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  • O Raio-X do Eleitorado 2026: O Brasil e o RN diante de um estado endividado e com as contas no cheque especial

    Por Redação
    RN, 17 de agosto de 2026

    Com a proximidade do pleito de outubro, as pesquisas de opinião pública revelam que as principais preocupações do eleitorado brasileiro giram em torno de três eixos centrais: a perda do poder de compra (inflação), a falta de emprego produtivo e o sucateamento dos serviços básicos, como saúde e segurança.

    No Rio Grande do Norte, esse cenário ganha contornos ainda mais dramáticos. O eleitor potiguar, além de enfrentar os desafios econômicos nacionais, convive com a realidade de um Estado historicamente asfixiado por crises fiscais repetitivas [ipern], atrasos crônicos de fornecedores e uma capacidade de investimento público praticamente zerada.

    O Pecado Original: O Histórico de Endividamento e o Caixa do IPERN

    Para entender como o Rio Grande do Norte chegou ao atual colapso fiscal, é preciso olhar para o retrovisor das finanças públicas. O endividamento do RN não é recente; ele foi construído ao longo de décadas através de folhas de pagamento infladas, falta de reformas estruturais e uma arrecadação que nunca conseguiu acompanhar o ritmo dos gastos da máquina pública.

    O ápice dessa crise estrutural está no Instituto de Previdência dos Servidores do RN (IPERN). Historicamente, o instituto acumula um déficit atuarial que ultrapassa a marca de R$ 55,9 bilhões. No passado, um dos erros mais graves de gestão apontados por órgãos de controle foi a unificação dos fundos previdenciário e financeiro realizada em 2014, além de “empréstimos” e saques históricos feitos dentro das reservas do instituto para cobrir os rombos imediatos do caixa mensal e pagar salários atrasados da folha geral.

    O que isso representa para a população hoje?
    Cada centavo retirado do fundo de previdência para apagar os incêndios do caixa diário do governo significou menos dinheiro para a posteridade [ipern]. O resultado é que hoje o Tesouro Estadual precisa injetar R$ 150 milhões por mês do dinheiro dos impostos apenas para complementar as aposentadorias [ipern]. Esse montante bilionário consome cerca de 34% de todo o orçamento do RN, dinheiro este que deveria estar sendo usado para asfaltar rodovias, reformar escolas e comprar medicamentos para os hospitais regionais [ipern].

    A Herança Maldita: O tamanho do desafio para o Próximo Governador

    Com a governadora Fátima Bezerra (PT) impossibilitada de concorrer à reeleição, quem assumir a cadeira no Centro Administrativo em 1º de janeiro de 2027 herdará uma verdadeira bomba-relógio fiscal. As principais dificuldades que o próximo gestor irá enfrentar incluem:

    1. Orçamento Engessado: Praticamente toda a receita do Estado estará comprometida com despesas obrigatórias (folha de pessoal, previdência e pagamento de juros de dívidas passadas) [ipern]. A margem para criar novos projetos será quase nula.
    2. A Pressão Judicial do Rombo: O novo governador assumirá sob o peso de decisões judiciais e fiscalizações rígidas do Ministério Público e do Tribunal de Contas (TCE), que já impuseram prazos duros para planos de reequilíbrio previdenciário e proibiram novos resgates de aplicações [ipern].
    3. A Cobrança das Ruas: O eleitorado, cansado de promessas, exigirá melhorias rápidas na segurança pública e no atendimento médico, ignorando a falta de dinheiro em caixa.

    O Governo do RN e uma Casa com as Contas Estouradas

    Para entender de forma simples a gravidade da situação do Rio Grande do Norte, basta comparar a estrutura do Estado com a rotina de uma casa de família que está enfrentando a pior crise financeira de sua história:

    • Renda Pouca e Desemprego (Arrecadação Baixa): Imagine uma residência onde os principais provedores perderam o emprego ou passaram a ganhar muito pouco. Essa é a realidade da arrecadação de impostos do RN, que não cresce no ritmo necessário porque a economia local gira de forma lenta.
    • Gasto Muito Acima do Limite: Apesar de entrar pouco dinheiro, os moradores dessa casa continuam gastando muito. As contas de consumo fixo são altíssimas e não param de crescer. No caso do Estado, essa despesa incontrolável é a folha de pagamento e o rombo do IPERN [ipern].
    • Vivendo no Cheque Especial: Como o salário do mês acaba na primeira semana, a família passa a pagar o aluguel e a feira usando o limite do cartão de crédito, o cheque especial e fazendo empréstimos com vizinhos. É exatamente isso que o governo fez ao longo dos anos ao reter repasses de municípios, atrasar fornecedores e usar os fundos da previdência para fechar o caixa [ipern].
    • As Consequências no Teto: Como todo o dinheiro que entra vai direto para pagar os juros da dívida e o cartão de crédito, a família não consegue dinheiro para consertar a infiltração no teto, pintar as paredes ou trocar a geladeira que quebrou. Na estrutura do Estado, o teto caindo representa as estradas esburacadas, os hospitais sem insumos e a falta de viaturas para a polícia.

    O próximo governador do Rio Grande do Norte não será apenas um administrador político; ele precisará ser um severo gestor de crise para evitar que essa “casa” decrete falência total antes do fim do mandato.

    Vale lembrar que noticiamos o início de tudo no Programa Bom dia Seridó, na 95.1FM, alertamos para esta situação futura. O governo vem agindo como um cidadão que consegue por erro bancário um limite alto no cartão e sai gastando porque consegue e não porque saldará a fatura.

    Leia mais →: O Raio-X do Eleitorado 2026: O Brasil e o RN diante de um estado endividado e com as contas no cheque especial
  • PF recupera jato de 120 milhões no Paraguai ligado ao escândalo do Banco Master.

    Currais Novos/RN — 17 de agosto de 2026

    A Polícia Federal localizou e apreendeu em Assunção, no Paraguai, uma aeronave avaliada em R$ 120 milhões e ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, no âmbito da operação Compliance Zero. A informação foi confirmada pela CNN Brasil.

    O avião retornou ao Brasil na tarde deste domingo (16), com apoio da adidância da PF no Paraguai e da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad/PY), e ficará no Aeroporto Internacional de Brasília para as medidas judiciais cabíveis.

    Entenda o caso

    O sistema financeiro nacional e a previdência pública enfrentam o rescaldo do maior escândalo de corrupção bancária dos últimos anos. A derrocada do Banco Master, que teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central, expôs uma sofisticada rede criminosa que operava em duas frentes: a manipulação de balanços privados e a extração ilegal de recursos diretamente dos contracheques de aposentados e pensionistas do INSS.

    Os relatórios técnicos apontam que as irregularidades sistêmicas na carteira de crédito e a maquiagem contábil alcançaram o patamar de R$ 12,2 bilhões. No entanto, o rombo deixado para trás e a fatura repassada ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) já ultrapassam a impressionante marca de R$ 60 bilhões.

    O Modus Operandi da Fraude

    De acordo com o inquérito da Polícia Federal e as auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU), a organização criminosa agia através de três mecanismos principais:

    1. Carteiras de Crédito Fantasmas: O banco simulava e inflava a existência de milhares de contratos de empréstimo consignado falsos ou fraudados. O objetivo era inflar artificialmente o balanço do patrimônio para viabilizar uma venda bilionária e fraudulenta ao Banco de Brasília (BRB).
    2. Descontos Compulsórios no INSS: Mais de 250 mil contratos auditados pelo INSS não possuíam qualquer assinatura física ou validação biométrica idônea dos segurados. Contas eram abertas automaticamente e mensalidades associativas ou parcelas de empréstimos eram descontadas sem a autorização expressa dos idosos.
    3. Lavagem em Fundos de Investimento: O banco repassou cerca de R$ 3,6 bilhões em créditos podres e dívidas para fundos geridos por empresas parceiras (como a gestora Reag), integrando um esquema de engenharia financeira para emitir novos títulos de mercado e ocultar o fluxo ilícito.

    Rombo vs. Recuperação: O Balanço Financeiro

    A disparidade entre o dinheiro desviado pelas fraudes e o montante efetivamente recuperado ou bloqueado pela Justiça revela a complexidade de reaver ativos ocultados em paraísos fiscais ou fundos estruturados:

    Indicador EconômicoValor Estimado
    Rombo Total Estimado (Prejuízo ao FGC)R$ 60 bilhões
    Fraudes Contábeis e Carteiras FictíciasR$ 12,2 bilhões
    Valores Congelados/Bloqueados pela PFR$ 28 bilhões
    Indícios de Movimentações IncompatíveisR$ 1,2 bilhão
    Ressarcimento Emergencial aos AposentadosR$ 547 milhões (via MP)

    Os Envolvidos e o Alvo Político

    O epicentro do esquema é comandado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, que foi preso em flagrante pela Polícia Federal no aeroporto de Guarulhos e encontra-se detido no sistema penitenciário. Vorcaro tentou fechar acordos de delação premiada por três vezes, mas as propostas foram rejeitadas pelas autoridades devido à recusa em confessar os crimes e à falta de clareza sobre o destino final dos bilhões desviados.

    O caso também atingiu o espectro político. A Polícia Federal deve indiciar políticos de peso que atuaram em defesa da instituição financeira nos bastidores e no Congresso Nacional, além de ex-gestores públicos e ex-presidentes do INSS que facilitaram o credenciamento de entidades fantasmas para operar os descontos abusivos. O escândalo se tornou o principal combustível de desgaste e debate nas campanhas eleitorais majoritárias de 2026.

    Leia mais →: PF recupera jato de 120 milhões no Paraguai ligado ao escândalo do Banco Master.
  • Convite especial!

    🎉 18 ANOS FALANDO DE ESPERANÇA: O PROGRAMA “TÔ LIGADO EM JESUS” CELEBRA ANIVERSÁRIO NESTE DOMINGO! 🎉 

    São 18 anos no ar, levando música, fé, entrevistas, mensagens e esperança aos ouvintes. Depois de quase duas décadas fazendo parte das manhãs de sábado de tantas famílias e construindo uma história marcada pela comunicação do Evangelho, chegou a hora de transformar nossa gratidão em celebração! 

    Você é o nosso convidado especial para este momento único: 

    🗓️ Data: Neste domingo, 16 de agosto
    Horário: Às 18h
    📍 Local: Igreja Presbiteriana Manancial, em Currais Novos 

    Participações Especiais:
    🎵 Louvor com o cantor gospel Vitor Quevedo
    📖 Mensagem com o Pr. Antonio Targino (da IB Cidade) 

    Venha celebrar conosco esses 18 anos espalhando o som da vida! 

    Leia mais →: Convite especial!

João Batista de Moura

Com formação em Pedagogia, Teologia e Psicanálise, além de MBA em Marketing e Gestão de Pessoas, JB Moura construiu uma trajetória consistente e multidisciplinar voltada à comunicação, ao desenvolvimento humano e à liderança.

São mais de 20 anos dedicados à comunicação no Seridó e no Rio Grande do Norte, com atuação consolidada no jornalismo e no rádio, sempre marcada pela credibilidade, clareza e compromisso com a informação de interesse público. Sua comunicação se destaca pela responsabilidade editorial e pela capacidade de traduzir temas relevantes de forma acessível e impactante.

Mais do que informar, JB Moura comunica propósito. Em suas palestras e no Minuto Esperança, une conhecimento, fé e experiência para transmitir mensagens que despertam consciência, fortalecem valores e oferecem direção, impactando vidas com profundidade e esperança.

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