O mercado de trabalho formal no Rio Grande do Norte ligou o sinal de alerta máximo no encerramento da primeira metade do ano. De acordo com os dados consolidados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o estado gerou apenas 287 novas vagas com carteira assinada no mês de junho, amargando o pior desempenho de todo o Nordeste e o segundo pior saldo de contratações do Brasil no acumulado do primeiro semestre.
O resultado de junho consolidou um cenário de forte desaceleração econômica no território potiguar. Entre janeiro e junho, o Rio Grande do Norte conseguiu abrir somente 716 novos postos de trabalho formais. O número representa uma queda drástica de 89,4% em comparação com o mesmo período do ano passado, evidenciando uma severa retração no ritmo de investimentos e contratações do setor produtivo local. Na balança regional, o RN ficou isolado na lanterna do Nordeste, enquanto estados vizinhos conseguiram manter saldos de milhares de empregos positivos.
De acordo com a análise técnica dos setores econômicos, a freada nas contratações foi puxada principalmente pela perda de fôlego no setor de serviços, pelo comércio varejista tradicional e pela construção civil — áreas que historicamente lideram a absorção de mão de obra. Especialistas em economia regional apontam que o aumento dos custos operacionais das empresas, a inflação que comprime o poder de compra das famílias e a falta de novos projetos de infraestrutura pública e privada de grande porte no estado são os principais fatores que justificam o congelamento das vagas formais.









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