Parnamirim adota Método Wolbachia: a nova estratégia científica no combate à dengue. A Cidade inicia fase de engajamento social antes de liberar mosquitos aliados que bloqueiam a transmissão de vírus.
O combate à dengue em Parnamirim ganhou um reforço tecnológico de peso. O município começou a planejar a implantação do Método Wolbachia, uma iniciativa conduzida pela Fiocruz e pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesad). O projeto vai beneficiar mais de 105 mil moradores em cinco bairros estratégicos.
Nesta primeira etapa, o foco total está na mobilização da comunidade. Equipes de saúde realizam rodas de conversa em escolas e associações para explicar como a tecnologia funciona e tirar dúvidas dos moradores.
O que é o Método Wolbachia e como funciona?
A estratégia consiste na liberação controlada do mosquito Aedes aegypti carregando a bactéria Wolbachia.
- O bloqueio: A bactéria impede que os vírus da dengue, Zika e chikungunya se desenvolvam dentro do inseto.
- Mosquitos aliados: Ao picar uma pessoa, o mosquito com Wolbachia não transmite a doença.
- Efeito natural: Esses mosquitos se reproduzem com a população local de insetos, transmitindo a bactéria para as próximas gerações. Com o tempo, a maioria dos mosquitos da região passa a ser inofensiva.
O projeto oferece riscos?
Uma das principais preocupações da população é a segurança do método, que já foi amplamente testado.
- Sem transgenia: Os mosquitos não são modificados geneticamente. A bactéria já existe naturalmente em mais de 60% dos insetos do mundo, como borboletas e moscas.
- Segurança total: A bactéria não afeta seres humanos ou animais de estimação. Mesmo se você for picado por um mosquito com Wolbachia, a bactéria não é transmitida para o seu organismo.
Eficácia comprovada por estudos
A tecnologia é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e já acumula excelentes resultados no Brasil. Na cidade de Niterói (RJ), pioneira no projeto, a implementação da estratégia reduziu em cerca de 70% os casos de dengue e reduziu drasticamente os registros de Zika e chikungunya.
Em Parnamirim, as ações ganham força em paralelo ao monitoramento do Gabinete de Risco Municipal, que acompanha os dados epidemiológicos da cidade. Bairros como Emaús, que historicamente apresentam altos índices de notificações, estão no radar prioritário das equipes de saúde.
A liberação dos mosquitos só começará após a conclusão desta fase educativa, garantindo que toda a população entenda e apoie a ciência a favor da saúde pública.







Deixe um comentário