De médico e economista a líder sindical e administrador: a bagagem profissional de quem disputa o Palácio do Planalto este ano.
Com o fim das convenções partidárias em agosto de 2026, a corrida pelo Palácio do Planalto está oficialmente definida. Para além dos discursos políticos e das propagandas eleitorais, um fator que sempre desperta o interesse e a curiosidade do eleitor é a trajetória de vida dos concorrentes. Afinal, qual é a bagagem educacional e a profissão de cada um deles?
O cenário deste ano apresenta uma enorme diversidade de perfis, unindo nomes com longa experiência no setor público, intelectuais de carreira e figuras do meio empresarial e da saúde. Abaixo, detalhamos o currículo dos principais candidatos que lideram as discussões nacionais.
O currículo dos presidenciáveis de 2026

Luiz Inácio Lula da Silva (PT): Buscando seu quarto mandato presidencial, a trajetória do atual presidente é marcada pela atuação histórica no movimento sindical do ABC Paulista nos anos 1970.
Lula possui formação técnica como torneiro mecânico pelo Senai, não tendo cursado graduação universitária. Sua bagagem é essencialmente moldada pela atividade política, tendo sido deputado federal constituinte antes de assumir a chefia do Executivo nacional.

Flávio Bolsonaro (PL): Atual senador pelo Rio de Janeiro e principal nome da oposição, Flávio é graduado em Direito e possui especializações e pós-graduações em Ciência Política e Políticas Públicas.
No campo profissional, atuou como empresário e advogado antes de ingressar integralmente na carreira pública, onde cumpriu quatro mandatos sucessivos como deputado estadual.

Ronaldo Caiado (PSD): Representando uma das forças do agronegócio e atual governador de Goiás, Caiado possui uma sólida carreira na área da saúde.
Ele é formado em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com especialização em Ortopedia e Cirurgia da Coluna realizada na França. Na política, possui um extenso currículo legislativo, acumulando cinco mandatos de deputado federal e um de senador.

Romeu Zema (Novo): O ex-governador de Minas Gerais traz um perfil voltado à gestão privada. Zema é formado em Administração de Empresas pela renomada Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Antes de entrar para a política em 2018, consolidou sua carreira como empresário e executivo principal do Grupo Zema, liderando o conglomerado por mais de duas décadas.

Augusto Cury (Avante): Uma das novidades da eleição, Cury é amplamente conhecido por sua carreira intelectual. Formado em Medicina com especialização em Psiquiatria, ele possui doutorado internacional e pós-graduação pela PUC-SP.
Além de médico e conferencista, construiu um império editorial como escritor, com mais de 42 milhões de livros vendidos mundialmente.

Edmilson Costa (PCB): Representando a ala acadêmica da esquerda, Edmilson é Doutor em Economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e concluiu
pós-doutorado pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Atua profissionalmente como professor universitário e escritor na área de economia política.

Renan Santos (Missão): Cofundador e principal articulador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan disputa sua primeira eleição para cargo público. Ele cursou a faculdade de Direito na Universidade de São Paulo (USP), embora
tenha projetado sua carreira profissional na comunicação digital, produção audiovisual e coordenação de mobilizações políticas e sociais de rua.
A formação define o voto?
Historiadores e cientistas políticos apontam que a Constituição Brasileira exige apenas a alfabetização e condições básicas de elegibilidade para ocupar o cargo de presidente. Contudo, a análise do currículo funciona como uma “vitrine” das prioridades e visões de mundo de cada chapa, permitindo que o cidadão escolha entre perfis essencialmente técnicos, acadêmicos ou de forte liderança popular.







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