Indiciado pela Polícia Civil por suposta importunação sexual contra uma estagiária da Câmara, o parlamentar sustenta que o gesto foi involuntário e pediu desculpas públicas. O inquérito vai para o Ministério Público. Vale lembrar: indiciamento não significa condenação. A presunção de inocência e a ampla defesa são garantidas.
Mas e na esfera política? O que acontece agora?
A CÂMARA DEU O PRIMEIRO PASSO
Na terça-feira (11), 11 vereadores votaram pelo recebimento da denúncia. Com isso, abriu-se a investigação interna. Mas receber a denúncia NÃO significa cassação automática. O rito oficial está apenas começando. Para uma cassação definitiva, são necessários 9 votos dos 13 parlamentares (dois terços).
EXISTE A CHANCE DE SUSPENSÃO?
O Regimento Interno prevê suspensão de 5 a 15 dias para casos de constrangimento hierárquico. Porém, o processo aberto atual é de cassação. Ou seja, ao final, o resultado tende a ser a perda do mandato ou o arquivamento completo, e não uma “pena intermediária”.
O QUE ACONTECEU PELO BRASIL?
• Campina da Lagoa (PR): Em julho de 2026, o vereador Edimar Vaiz foi CASSADO por importunação sexual.
• Ji-Paraná (RO): Também em julho, a Câmara decidiu ARQUIVAR o processo do vereador Willian Cândido. Mandato mantido.
• ALESP (SP): No famoso caso de Fernando Cury, o plenário aplicou a SUSPENSÃO por 180 dias.
E EM CURRAIS NOVOS?
O placar de 11 a 0 para investigar mostra a gravidade do tema. Porém, há uma grande distância política entre “votar para investigar” e “votar para cassar” um colega. O futuro político de Lucieldo segue totalmente aberto.
ENQUETE JB
Na sua opinião, como terminará o caso Lucieldo?
A) O mandato será cassado.
B) Haverá alguma forma de suspensão temporária.
C) O mandato será mantido, mas o caso continuará na Justiça.
D) O processo político será arquivado.
E) O vereador renunciará antes do julgamento final.
F) Ainda é cedo demais para prever.







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