Quando a historinha vale mais do que a prova e o Brasil assiste a tudo calado.
Editorial
JB Moura
No STF, pouco importa a prova ou o crime cometido. Se o papel estiver bonito e a conversa for bem contada, a lei muda de lado. O que vale ali não é a verdade dos fatos, mas a historinha que alguns decidem contar para salvar quem está no poder.
O mais absurdo é que esses homens, que mandam na vida de mais de 200 milhões de brasileiros, não foram eleitos por ninguém. O poder absoluto que eles usam para rasgar as regras do jogo vem do favor de uma única canetada, da indicação de um único presidente.
E o que dá mais raiva e mais assusta é ver o Brasil dormindo em berço trágico, aceitando tudo calado. O povo engoliu o absurdo e parece ter desaprendido a reagir, assistindo anestesiado enquanto a própria liberdade é arrancada de suas mãos.








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